Em 2021, a Agência Nacional de Rádio e TV da China (NRTA) anunciou uma nova diretriz que proíbe a estética "afeminada" em programas...
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Em 2021, a Agência Nacional de Rádio e TV da China (NRTA) anunciou uma nova diretriz que proíbe a estética “afeminada” em programas de entretenimento no país. A medida visa eliminar o que as autoridades consideram influências “vulgares” e “insalubres” na programação, e faz parte de uma série de ações para reforçar a moralidade e os valores socialistas no cenário midiático chinês.

A NRTA justificou a censura afirmando que celebridades masculinas com aparência excessivamente feminina podem prejudicar os valores dos adolescentes chineses. De acordo com a agência, a promoção de uma imagem mais “masculina” de homens será estimulada, enquanto figuras públicas que utilizam maquiagem excessiva ou exibem um comportamento considerado “afeminado” estarão proibidas de aparecer na televisão.

Além disso, a censura também se estende a certos programas de competição de talentos, que foram vetados por não se alinharem aos padrões de conduta moral e política definidos pela NRTA. Em contrapartida, a agência prometeu incentivar a exibição de programas que promovam a cultura tradicional, revolucionária ou “de socialismo avançado”, ou que reforcem a atmosfera patriótica do país.

Polêmica e reações

A decisão gerou ampla repercussão nas redes sociais, especialmente no Weibo, onde muitos usuários criticaram a medida como discriminatória e uma tentativa de silenciar a diversidade cultural. A medida também é parte de uma série de políticas do governo chinês para aumentar o controle sobre a indústria de entretenimento, que movimenta bilhões de dólares anualmente.

Embora a homossexualidade não seja ilegal na China, a censura sobre temas relacionados à diversidade sexual é rigorosa, com referências a relacionamentos gays sendo frequentemente editadas ou excluídas de produções de cinema e TV, como ocorreu no filme Bohemian Rhapsody.

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