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As ofensas do assessor de Trump às brasileiras                           

 

O ítalo-americano Paolo Zampolli tem todo o direito de pedir um registro no Livro Guiness dos Recordes. Vai ser difícil uma outra frase rivalizar em preconceito e estupidez com essa a que ele se referiu às brasileiras nesta semana.

Zampolli, enviado especial do governo Trump para assuntos globais disse que “as brasileiras são todas putas, programadas para arrumar confusão, uma raça maldita”.

Ele não disse isso numa mesa de bar ou brigando com a ex-mulher, Amanda Ungaro, modelo brasileira com quem foi casado por quase 20 anos. Foi numa entrevista à conceituada emissora estatal italiana RAI.

Não sei o que você, leitora / leitor, que tem mãe, irmã, filha, avó ou esposa brasileira pensa disso. Sei o que eu penso: que é uma frase absolutamente asquerosa pela misoginia, pelo preconceito, pelo estímulo à violência. Em resumo, pela estupidez, merece o Livro dos Recordes.

Talvez você esteja pensando que ele certamente tenha sido demitido depois de dizer essa barbaridade em público. Não. Até a hora em que eu estava digitando este artigo, na quinta-feira, Zampolli continuava ostentando esse cargo de aspone de Trump.

Aí a gente chega no próprio Trump. O que se pode esperar de um presidente que nomeia um assessor desse quilate e mantém o sujeito no cargo depois dessa “declaração”?

Meu pai gostava muito dessa frase: “Dize-me com quem andas e te direi quem és”. Esse ítalo-americano é amigo pessoal de Trump há muitos anos. Diz que foi ele quem apresentou Melania, a esposa, a Trump.     

O presidente dos Estados Unidos, neste mês de abril, ameaçou destruir usinas de produção de energia e pontes em território iraniano. Alertado por jornalistas de que isso constitui crime de guerra, disse não estar preocupado porque os iranianos são “animais”.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, não se limitou a ameaçar crimes de guerra. Cometeu pelo menos um, entre muitos, claramente tipificado no Direito Internacional: submeteu intencionalmente  a população palestina de Gaza à fome. Mulheres, idosos, enfermos, crianças.

Aliás, se Trump fosse o Batman, o aliado israelense seria o Robin. Trump, 1,90 m, seria um Homem-Morcego 80+ (a partir de junho) e Netanyahu, mais novo e mais baixo (76 anos e 1,75 m presumidos contra a informação oficial de 1,84m) seria o Menino Prodígio 70+.

Da estupidez de Zampolli à truculência de Trump e desta aos crimes de Netanyahu, dá para entender porque em pleno século 21 os países ainda fazem a opção pelas bombas no lugar do diálogo, pela guerra no lugar da diplomacia, pela ameaça no lugar da negociação e pela morte de inocentes no lugar da ajuda humanitária.

Com violentos no poder, a violência ainda contamina o mundo neste século de tantos avanços científicos e tecnológicos.

Cristo disse que o mundo seria dos pacíficos, dos mansos de coração. E vai ser mesmo. Mas vai ser um mundo de um futuro próximo, em outro patamar de evolução. Nele não vai mais haver espaço para Zampollis, Trumps e Netanyahus. Eles vão estar no plano espiritual, respondendo pelos sofrimentos que impuseram a tantos inocentes. Vão estar junto com os terroristas que eles dizem combater.   

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