Selfie com armas revela planejamento de ataque contra Trump em jantar oficial
Foto Reprodução/CBS News
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Novas imagens divulgadas por promotores federais dos Estados Unidos revelaram detalhes do atentado frustrado contra o presidente Donald Trump durante o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, realizado no último sábado (25), em Washington. As fotos mostram o suspeito Cole Tomas Allen fazendo selfies armado dentro de um quarto de hotel minutos antes da ação.

Nas imagens, Allen aparece diante de um espelho vestindo terno preto e carregando armas de fogo, facas, coldre e munições presas ao corpo. Segundo os investigadores, os objetos exibidos nas fotos são os mesmos apreendidos após a tentativa de ataque.

De acordo com o memorando apresentado à Justiça americana, os promotores sustentam que o atentado foi premeditado e planejado semanas antes. A investigação aponta que Allen pesquisou sobre o jantar presidencial ainda no início de abril, acessou informações do evento e reservou hospedagem no Washington Hilton, hotel onde a cerimônia acontecia.

Os documentos também indicam que o suspeito viajou da Califórnia para Washington de trem, acompanhando notícias sobre a agenda presidencial durante o trajeto. Já na capital americana, ele teria consultado novamente a programação oficial de Trump poucas horas antes do ataque.

A selfie mais recente foi registrada às 20h03, poucos minutos após o início do jantar. Em seguida, segundo o Serviço Secreto, Allen deixou o quarto correndo com uma espingarda em mãos e avançou em direção à área de acesso ao salão principal.

Durante a ação, disparos foram efetuados e um agente do Serviço Secreto foi atingido no colete balístico. O projétil não causou ferimentos graves. Trump, o vice-presidente JD Vance, integrantes do governo e convidados foram retirados rapidamente do local em segurança.

Allen foi preso ainda no hotel e responde por tentativa de assassinato do presidente dos Estados Unidos, transporte ilegal de armas e uso de arma de fogo em crime violento. Se condenado, poderá cumprir prisão perpétua.

Em audiência inicial, o suspeito se declarou inocente. Promotores pedem que ele permaneça detido até o julgamento, classificando suas ações como calculadas, violentas e planejadas para matar.

Investigadores seguem analisando equipamentos eletrônicos, histórico de buscas e deslocamentos do acusado para entender se ele agiu sozinho ou contou com algum tipo de apoio.

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