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A sessão da Câmara Municipal de Uberaba desta quarta-feira, 1º de abril de 2026, foi marcada por um debate direto sobre o bolso do cidadão. Em pauta, o projeto de lei que autoriza a Prefeitura a subsidiar parte da tarifa do transporte coletivo, reduzindo o valor de R$ 9,25 para R$ 6.
Durante a discussão, o presidente da Câmara, vereador Ismar Marão, fez uma defesa firme do projeto e elevou o tom ao cobrar posicionamento dos colegas parlamentares. Segundo ele, a base do governo está unida para garantir que a população não arque com o valor cheio da passagem.
“É isso que a base quer aqui hoje. Ela quer que a prefeita pague essa diferença. Só que se esse projeto não passar aqui hoje, vocês que vão para UPA, Hospital da Criança, que saem do Anatê, dos bairros mais longe, vão ter que pagar R$ 9,25. Se não, a empresa não dá conta de ficar. E não é culpa da empresa, não é culpa da prefeita. A culpa, se não passar hoje, minha não vai ser. Eu vou votar para a população. Quero ver quem vai votar contra o povo que usa o transporte coletivo”, afirmou.
O posicionamento do presidente evidenciou o clima de divisão no plenário. Vereadores como Túlio Michelli, Diego Rodrigues, Kleber Jr., Tiago Mariscal e Marcos Jammal se colocaram contrários à proposta, o que, segundo Marão, pode impactar diretamente a população que depende do transporte público diariamente.
A sessão contou com a presença do secretário de Mobilidade Urbana, Ulisses Lamas, do assessor-geral de Orçamento, Jorge Cardoso de Macedo, e do diretor da Transube, André Campos, que acompanharam a discussão e reforçaram os dados técnicos que embasam o projeto.
O valor proposto para a tarifa foi construído a partir de reuniões técnicas realizadas pela Secretaria de Mobilidade Urbana com o Conselho Municipal de Transporte Público desde janeiro. Também foi apresentado um estudo detalhado aos vereadores, considerando a prestação de contas do sistema em 2024 e 2025, além da planilha de custos atualizada em janeiro de 2026. Os dados ainda foram debatidos em audiência pública no último dia 20 de março.
Ao final da sessão, a Câmara aprovou a retirada de pauta do projeto, adiando a decisão. A votação foi remarcada para a próxima segunda-feira, dia 6, porém o vereador Túlio Michelli e Diego Rodrigues já anteciparam que vão votar contrários ao projeto.


