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Doença tem registro crescente e pode afetar humanos e animais, principalmente gatos
Cerca de 100 profissionais da rede municipal de saúde participaram, nesta segunda-feira (16), de uma capacitação voltada ao enfrentamento da Esporotricose. A iniciativa teve como foco ampliar o conhecimento das equipes para identificação precoce da doença, que tem apresentado aumento nas notificações.
Participaram da atividade agentes comunitários de saúde, enfermeiros, médicos e técnicos de enfermagem, que atuam diretamente no atendimento à população. A capacitação foi organizada pelas áreas de Vigilância em Saúde e Atenção à Saúde, com o objetivo de preparar os profissionais para reconhecer sinais da doença e agilizar o encaminhamento dos casos suspeitos.
A esporotricose é uma zoonose causada por fungos presentes no ambiente, principalmente em solo, vegetação e matéria orgânica. A transmissão ocorre, na maioria das vezes, por meio de ferimentos na pele causados por espinhos, madeira ou pelo contato com animais infectados — sendo os gatos os principais transmissores nos casos urbanos. Em humanos, a doença costuma se manifestar por lesões na pele, que podem se espalhar pelo corpo se não tratadas corretamente.
Durante a capacitação, especialistas destacaram que a doença tem tratamento e cura, tanto para pessoas quanto para animais, mas depende do diagnóstico rápido. A orientação é que, ao identificar lesões suspeitas, a população procure atendimento em uma unidade de saúde e também acione o serviço de zoonoses, evitando o agravamento do quadro e a transmissão para outras pessoas ou animais.
A programação contou com palestras de profissionais da área da saúde e veterinária, que abordaram desde os aspectos clínicos até as formas de prevenção e controle. A proposta é fortalecer o atendimento na rede pública e tornar mais eficiente a resposta diante do avanço da doença.


