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Lula condiciona entrada de assessor de Trump no Brasil à liberação de visto de Padilha
Foto: Ricardo Stuckert / PR / Divulgação/Departamento de Estado dos EUA
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (13) que o assessor do governo de Donald Trump para assuntos relacionados ao Brasil, Darren Beattie, só poderá entrar no país quando o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, tiver o visto liberado para viajar aos Estados Unidos. A declaração foi feita durante agenda oficial no Rio de Janeiro.

Segundo Lula, a decisão foi tomada após os Estados Unidos bloquearem vistos ligados ao ministro brasileiro e sua família.

“Aquele cara americano que disse que vinha pra cá para visitar o Jair Bolsonaro foi proibido de visitar e eu o proibi de vir ao Brasil enquanto não liberar os vistos do ministro da Saúde”, afirmou o presidente.

Lula também citou o episódio ocorrido no ano passado, quando os Estados Unidos cancelaram os vistos da esposa e da filha de 10 anos de Alexandre Padilha. O visto do ministro não foi cancelado porque já estava vencido na época.

“Bloquearam o visto do Padilha, o visto da mulher dele e o visto da filha dele de 10 anos. Padilha, esteja certo que você está sendo protegido”, declarou o presidente.

Itamaraty revoga visto de assessor de Trump

Horas após a declaração de Lula, o Ministério das Relações Exteriores confirmou a revogação do visto de Darren Beattie, que tinha viagem prevista ao Brasil na próxima semana.

A medida foi tomada com base no princípio da reciprocidade diplomática, mecanismo comum nas relações internacionais quando há restrições semelhantes aplicadas por outro país.

Beattie pretendia viajar ao Brasil e visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por envolvimento na tentativa de golpe de Estado de 2022.

A visita, no entanto, acabou sendo barrada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pelo processo que levou Bolsonaro à prisão.

Inicialmente, Moraes havia autorizado o encontro em data diferente da solicitada pela defesa do ex-presidente. Depois, voltou atrás e negou a visita após manifestação do Itamaraty, que avaliou que o encontro poderia configurar ingerência indevida em assuntos internos do Brasil.

Autoridades diplomáticas também apontaram que o assessor norte-americano teria solicitado o visto com uma justificativa diferente da real finalidade da viagem.

Enquanto isso, Bolsonaro está internado na UTI

Enquanto a tensão diplomática se desenrola, o ex-presidente Jair Bolsonaro enfrenta um novo problema de saúde.

Bolsonaro foi internado nesta sexta-feira (13) no Hospital DF Star, em Brasília, após apresentar febre alta, vômitos, falta de ar e calafrios durante a madrugada.

Exames confirmaram um quadro de broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa. Ele está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e recebe tratamento com antibióticos intravenosos e suporte clínico não invasivo.

De acordo com a equipe médica, o quadro evoluiu rapidamente durante a madrugada. Ainda não há previsão de alta, e o ex-presidente deverá permanecer internado por pelo menos sete dias para acompanhamento e tratamento.

Bolsonaro está preso desde janeiro na sala de Estado-Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha, em Brasília. A unidade permite acompanhamento médico e visitas autorizadas pela Justiça.

Nos últimos meses, a defesa do ex-presidente tem apresentado pedidos para que ele cumpra prisão domiciliar, alegando fragilidade no estado de saúde. No entanto, as solicitações foram negadas pelo Supremo Tribunal Federal.

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