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Brasil tenta barrar nos EUA classificação de PCC e Comando Vermelho como terroristas
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O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, conversou por telefone no domingo (8) com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, para discutir a possível classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas.

Entre os grupos que poderiam ser incluídos nessa lista estão o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), duas das maiores facções criminosas do Brasil.

Segundo informações divulgadas pela imprensa, o chanceler brasileiro tentou convencer o governo norte-americano a não adotar essa classificação. O tema preocupa o governo brasileiro, que avalia que a medida poderia gerar consequências diplomáticas e de segurança.

Temor de interferência externa

Nos bastidores do governo, há receio de que enquadrar as facções como organizações terroristas estrangeiras possa abrir espaço para interferências externas no Brasil ou em outros países da América Latina sob o argumento de combate ao narcotráfico.

Além disso, integrantes do Executivo temem possíveis impactos econômicos, como fuga de investidores e reflexos no turismo, caso o país passe a ser associado internacionalmente ao terrorismo.

Agenda entre Brasil e Estados Unidos

A conversa entre Vieira e Rubio também tratou da relação bilateral entre os dois países e da possível visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Washington. A viagem chegou a ser cogitada para março, mas pode ser adiada devido a questões de agenda e ao cenário internacional.

Nos Estados Unidos, autoridades discutem levar ao Congresso a proposta de classificar facções criminosas como organizações terroristas estrangeiras, o que permitiria aplicar sanções financeiras, ampliar operações de inteligência e endurecer medidas contra esses grupos.

O tema segue em discussão entre os dois governos e pode ganhar novos desdobramentos nas próximas semanas.

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