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O que era para acelerar um divórcio acabou se transformando em um dos acordos de separação mais caros da história.
Foto: Reprodução/Internet
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O que era para acelerar um divórcio acabou se transformando em um dos acordos de separação mais caros da história. Em 2015, o empresário sul-coreano Chey Tae-won, presidente do grupo SK, publicou uma carta de três páginas no jornal Segye Ilbo confessando que mantinha um relacionamento extraconjugal e que havia tido uma filha fora do casamento.

Na publicação, o executivo pediu desculpas à então esposa, Roh Soh-yeong, e aos filhos. O objetivo era tornar pública a relação e acelerar o processo de separação. A estratégia, porém, teve efeito contrário: a carta provocou uma reação imediata da família e dos advogados da ex-esposa, dando início a uma disputa judicial que se estenderia por mais de uma década.

Agora, a Justiça da Coreia do Sul determinou que Chey Tae-won pague cerca de R$ 3,5 bilhões à ex-esposa como parte da divisão do patrimônio. O valor coloca o processo entre os maiores acordos de divórcio já registrados no mundo.

Casados por mais de 30 anos, Chey Tae-won e Roh Soh-yeong construíram uma trajetória ligada ao desenvolvimento do grupo SK, considerado o segundo maior conglomerado empresarial da Coreia do Sul, com atuação nos setores de tecnologia, energia, telecomunicações e semicondutores. Roh também é filha do ex-presidente sul-coreano Roh Tae-woo, que governou o país entre 1988 e 1993.

O que era para acelerar um divórcio acabou se transformando em um dos acordos de separação mais caros da história.
Foto: Reprodução/instagram/NurPhoto/Getty Images

Mas como a Justiça deve dividir uma fortuna construída durante décadas de casamento?

Essa foi uma das principais discussões do processo. Para o tribunal, embora Roh Soh-yeong não ocupasse cargos executivos dentro do grupo SK, sua participação na construção da estabilidade familiar e no fortalecimento da imagem da família empresária teve influência no crescimento do patrimônio ao longo dos anos. Esse entendimento foi determinante para justificar a indenização bilionária.

A decisão também provocou reflexos no mercado financeiro. Após a divulgação da sentença, ações ligadas ao grupo SK registraram oscilações, enquanto investidores acompanharam os possíveis impactos da disputa patrimonial sobre uma das maiores empresas da Coreia do Sul.

O empresário afirmou que irá recorrer da decisão. Mesmo assim, o caso já entrou para a história não apenas pelo valor envolvido, mas por ampliar a discussão sobre o reconhecimento da contribuição do cônjuge na formação de grandes patrimônios familiares e empresariais.

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