Uma ofensiva militar conjunta dos Estados Unidos e de Israel atingiu alvos estratégicos no Irã durante a madrugada desta sexta-feira (28). Explosões foram registradas na capital, Teerã, e em outras cidades do país. Imagens divulgadas por moradores mostram clarões no céu e colunas de fumaça logo após os ataques.
Segundo autoridades americanas e israelenses, a operação teve como objetivo neutralizar estruturas militares consideradas estratégicas e conter o que classificam como ameaças crescentes do regime iraniano. O governo de Israel afirmou que a ação busca impedir o avanço de capacidades militares que poderiam comprometer sua segurança.
Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra alvos em Israel e também contra posições ligadas aos Estados Unidos na região do Golfo. Sirenes foram acionadas em território israelense, e o espaço aéreo de alguns países do Oriente Médio sofreu restrições temporárias.
Mudança de patamar
A ofensiva ocorre após meses de aumento da tensão diplomática e militar. As negociações envolvendo o programa nuclear iraniano vinham enfrentando impasses, enquanto Israel intensificava alertas sobre o avanço nuclear e o fortalecimento do arsenal de mísseis do Irã.
Nos últimos meses, também foram registrados confrontos indiretos na região, envolvendo grupos aliados ao Irã e forças apoiadas por Israel e pelos Estados Unidos. O ataque marca uma mudança de patamar, transformando a disputa indireta em um confronto direto.
Manifestações populares
O cenário também acontece em meio a pressões internas no Irã. Nos últimos anos, o país enfrentou manifestações populares motivadas por questões econômicas, restrições políticas e demandas por mais liberdades civis. Embora esses protestos não estejam diretamente ligados à ofensiva militar, eles compõem um ambiente de instabilidade que amplia a sensibilidade do momento.
Especialistas avaliam que um conflito prolongado pode ter impacto não apenas na segurança regional, mas também na economia global, especialmente nos preços do petróleo e no equilíbrio político do Oriente Médio.
A comunidade internacional acompanha os desdobramentos com preocupação, enquanto líderes mundiais pedem contenção para evitar uma escalada ainda maior do conflito.
