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Em assembleias realizadas na quarta-feira (29), os servidores públicos municipais de Santos, no litoral de São Paulo, rejeitaram a contraproposta salarial apresentada pela Prefeitura. A categoria considerou os percentuais insuficientes e criticou a ausência de respostas para mais de 40 itens da pauta de reivindicações.
O movimento é liderado pelo Sindicato dos Servidores Estatutários Municipais de Santos (Sindest) e pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Santos (Sindserv), que deliberaram pela continuidade das negociações e aprovaram um ato público para segunda-feira (2), às 17h, em frente ao Paço Municipal.
A proposta do governo municipal prevê reajuste salarial de 6,5%, reajuste de 13,63% no auxílio-alimentação (chegando a R$ 1.100) e aumento de 10,53% na cesta básica, fixando o benefício em R$ 580. No entanto, os sindicatos apontam que a oferta está muito abaixo das necessidades reais dos servidores.
A categoria reivindica um reajuste de 13,9%, que engloba reposição inflacionária (4,46%), compensação pelo aumento da alíquota previdenciária (2%) e recomposição de perdas históricas (7,44%). Para o auxílio-alimentação, o pedido é de R$ 1.320 mensais, com extensão para servidores com dois vínculos, demanda não contemplada pela Prefeitura.
A cesta básica é outro ponto sensível da pauta. O valor reivindicado é de R$ 841,23, com base em dados do Dieese, e a extensão do benefício a todos os níveis salariais, incluindo aposentados e servidores do Iprev. A proposta do governo foi considerada aquém do custo real de alimentação.
Além dos itens econômicos, os sindicatos expressaram insatisfação com a falta de respostas do Executivo a temas como concursos públicos, progressão funcional, quinquênio, previdência, Capep, adicional de titularidade e combate às terceirizações. Segundo as entidades, a postura da gestão evidencia o distanciamento em relação às demandas históricas da categoria.
O ato marcado para a próxima segunda-feira busca pressionar o governo municipal por avanços concretos nas negociações, mantendo aberta a possibilidade de intensificação do movimento, caso não haja evolução no diálogo.
