Um episódio de violência dentro de um ônibus municipal de Guarulhos, na Grande São Paulo, ganhou grande repercussão nas redes sociais e terminou com a demissão de uma professora, identificada como uma das agressoras do motorista da linha 441.
O caso aconteceu na quarta-feira, 28 de janeiro, na avenida Jamil João Zarif, uma das vias que historicamente sofre com alagamentos durante períodos de chuva intensa. As imagens da agressão, no entanto, passaram a circular com força apenas nos últimos dias, provocando indignação e reacendendo o debate sobre infraestrutura urbana, violência e responsabilidade individual.
Viralizou
Os vídeos que viralizaram mostram o momento em que o ônibus para ao se deparar com um trecho completamente alagado da via. Diante da situação, o motorista se recusa a seguir viagem, explicando que a decisão segue protocolo de segurança da empresa, que orienta os condutores a não atravessarem locais com nível elevado de água.
A negativa gera discussão entre passageiros e o motorista. Em seguida, uma mulher parte para a agressão física, desferindo tapas e chutes contra o condutor, que tenta apenas se proteger. Em outro momento das imagens, uma segunda mulher também agride o motorista, agravando ainda mais a cena.
“Eu só cumpri o que a empresa orienta. Não dava para seguir, era arriscado para todo mundo”, relatou o motorista após o ocorrido.
Demissão
Com a ampla divulgação das imagens e a pressão pública, o Colégio Serrano Guardião, onde uma das mulheres envolvidas atuava como professora, divulgou nota informando que ela foi desligada da instituição.
“A instituição repudia qualquer forma de violência e informa que a colaboradora envolvida no episódio não faz mais parte do nosso quadro profissional”, diz o comunicado.
Protocolos
A Empresa de Ônibus Vila Galvão, responsável pela operação da linha 441, informou que o motorista agiu de acordo com os protocolos internos de segurança, ao se recusar a atravessar o trecho alagado da avenida Jamil João Zarif.
Segundo a empresa, a orientação é clara para que os condutores não avancem por vias com nível elevado de água, justamente para evitar acidentes, danos ao veículo e riscos aos passageiros. A Vila Galvão também afirmou que está prestando apoio ao motorista, incluindo suporte jurídico e acompanhamento após a agressão.
Prefeitura lamenta
A Prefeitura de Guarulhos também se pronunciou, lamentando o ocorrido e reforçando o repúdio à agressão.
“A Prefeitura repudia qualquer ato de violência contra trabalhadores do transporte público e informa que segue adotando medidas para reduzir os impactos das chuvas em pontos críticos da cidade”, afirmou em nota.
