Publicidade
Justiça condena a 27 anos empresário que matou idoso com voadora em Santos
Foto Sílvio Luiz / reprodução
Getting your Trinity Audio player ready...

O empresário Tiago Gomes de Souza foi condenado a 27 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato de César Fine Torresi, de 66 anos, em Santos (SP). O crime ocorreu em 8 de junho de 2024, quando Tiago desferiu uma voadora no peito da vítima após uma discussão no trânsito, impossibilitando qualquer reação de defesa. A sentença foi proferida na madrugada desta quarta-feira (14), após um longo julgamento no Fórum da Barra Funda, em São Paulo.

O ataque aconteceu na Rua Pirajá da Silva, no bairro Aparecida. Segundo relatos, César e o neto, de 11 anos, atravessavam a via entre carros parados quando o empresário freou bruscamente. Ao se apoiar no capô do veículo, o idoso foi agredido violentamente. Tiago fugiu do local, mas foi localizado e preso em flagrante.

A juíza Patrícia Álvares Cruz considerou que o crime foi cometido por motivo fútil e com recurso que dificultou a defesa da vítima. A pena foi agravada em um terço por ter sido praticada contra pessoa idosa. Além da pena de prisão, foi determinado o pagamento de R$ 300 mil como reparação mínima aos herdeiros de César.

Durante o julgamento, a defesa tentou desclassificar a acusação para lesão corporal seguida de morte, tese rejeitada pelo júri popular. O processo incluiu extensa análise de provas, reconstituição do crime e perícia técnica, que constatou trauma cranioencefálico e edema no coração da vítima como causas da morte.

O caso teve forte repercussão social, especialmente após a divulgação de vídeos da agressão e da reconstituição com a presença do réu, que chegou a chorar e pedir desculpas publicamente. A defesa alegou que Tiago sofre de transtorno bipolar, faz uso de medicamentos psiquiátricos e teve um “ataque de fúria”.

Além do processo criminal, Tiago também foi condenado a pagar indenização por danos morais no valor de R$ 60.720 ao filho da vítima, que pretende utilizar os recursos em tratamentos médicos para o neto que presenciou o crime. Ainda cabe recurso da decisão cível.

A condenação marca o fim de um caso que mobilizou a opinião pública e reforça o debate sobre violência urbana, saúde mental e justiça para vítimas e familiares.

Destaques ISN

Relacionadas

Menu