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A CBF realizou nesta semana o Conselho Técnico da Série A de olho em 2026. Algumas mudanças até chamam atenção, como a segunda vaga na Libertadores via Copa do Brasil e o ajuste no limite de partidas que um jogador pode disputar antes de trocar de time internamente. São medidas relevantes, mas não tocam no ponto que realmente deveria ter sido encarado agora.

O debate mais urgente — o futuro do gramado sintético no futebol brasileiro — foi novamente adiado. Essa discussão precisava ter acontecido ainda em 2025, justamente para que eventuais reclamações fossem avaliadas com base em critérios técnicos no próximo ano. Ao empurrar o tema para frente, a CBF opta pela solução mais cômoda, quando o momento pedia firmeza e definição.

Na mesma data, cinco clubes (Athletico-PR, Atlético-MG, Botafogo, Chapecoense e Palmeiras) divulgaram uma nota conjunta em defesa dos gramados artificiais. Nenhuma surpresa: suas equipes já estão adaptadas ao tipo de jogo que o sintético proporciona, diferente daquele praticado no campo “tradicional”. É natural que defendam aquilo que lhes oferece maior competitividade.

Do outro lado, os clubes que mantêm o modelo tradicional continuam sustentando que o risco de lesões aumenta no sintético por fatores como impacto, atrito e intensidade do jogo. O Flamengo, inclusive, foi além e publicou uma arte confrontando claramente os “gramados de plástico”, reforçando a posição contrária mas reconhecendo os prazos necessários para eventuais mudanças.

Se a CBF tivesse enfrentado o tema com total seriedade, o futebol brasileiro já poderia estar definindo caminhos claros para os próximos anos. Seja qual for a decisão final, haverá transformações profundas — e elas exigem planejamento, estudo e tempo. Adiar indefinidamente não resolve o problema, apenas prolonga uma novela que já passou da hora de terminar.

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