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As negociações entre a direção dos Correios e os representantes dos trabalhadores terminaram sem acordo na noite desta quinta-feira (11), após mais de 14 horas de audiência de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Diante do impasse, sindicatos e a federação que representa a categoria reforçaram a mobilização nacional e mantiveram o indicativo de greve geral a partir do dia 16 de dezembro.

De acordo com a FINDECT (Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios), a empresa apresentou como proposta oficial a manutenção do atual Acordo Coletivo de Trabalho até fevereiro de 2026, sem pagamento de ticket extra, sem reposição da inflação e sem qualquer reajuste salarial, o que foi rejeitado pelas entidades sindicais.

Reunião de 12 horas

Em vídeos divulgados após o encerramento da reunião, dirigentes sindicais afirmaram que a negociação teve início por volta das 10h da manhã e se estendeu até cerca de 22h, sob mediação do vice-presidente do TST, ministro Guilherme Caputo, que tentou construir uma proposta de conciliação entre as partes.

O secretário-geral da FENTECT, Emerson Marinho, afirmou que, apesar das tentativas ao longo do dia, não houve qualquer avanço nas tratativas. Segundo ele, a tarefa agora é intensificar a mobilização e garantir forte participação nas assembleias marcadas para o dia 16. Caso a empresa não apresente uma proposta considerada digna, a categoria poderá deliberar pela paralisação nacional.

O presidente da FINDECT, José Aparecido Gandara, destacou que, mesmo após concessões feitas pelos representantes dos trabalhadores, a empresa manteve uma postura considerada intransigente, insistindo em propostas de retirada de benefícios e reajuste zero, sem reposição inflacionária. Para ele, o cenário deixa como alternativa a decisão da categoria em assembleia.

Já o vice-presidente da FINDECT, Elias Brito (Diviza), afirmou que representantes de sindicatos de todas as regiões do país participaram da reunião no TST. Segundo ele, em nenhum momento a empresa apresentou uma proposta que representasse avanço real para os trabalhadores, reforçando a necessidade de mobilização nacional.

13º não confirmado

Além do impasse sobre reajuste e benefícios, dirigentes sindicais também demonstraram preocupação com a situação financeira da empresa e citaram declarações sobre dificuldades orçamentárias, incluindo incertezas relacionadas ao pagamento do 13º salário, informação que, até o momento, não foi confirmada oficialmente pelo governo federal ou pela direção dos Correios.

A FINDECT informou que o conteúdo da proposta apresentada será debatido nas assembleias do dia 16 de dezembro, quando os trabalhadores irão decidir os próximos passos da campanha salarial e a possível deflagração de uma greve geral.

Até o momento, os Correios não divulgaram novo posicionamento oficial após o encerramento da audiência no TST.

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