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O governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, anunciou que presos do sistema prisional do estado vão ajudar na reconstrução de escolas, creches, da APAE e de outras instituições atingidas pelo tornado que devastou Rio Bonito do Iguaçu, no Centro-Sul do estado. A ação faz parte do programa Mãos Amigas, iniciativa de reinserção social que permite que presos em regime semiaberto, com bom comportamento, prestem serviços à comunidade.

De acordo com o governo estadual, 14 presos já estão atuando no município — sendo quatro da Cadeia Pública de Laranjeiras do Sul e dez da Penitenciária Estadual de Guarapuava. Eles trabalham sob a supervisão de monitores da Polícia Penal, auxiliando na limpeza, remoção de entulhos e início dos reparos em locais públicos afetados. O grupo começou pelo Colégio Estadual Ludovica Safraider, uma das instituições mais atingidas, cujo ginásio foi praticamente destruído pela força dos ventos.

Nos próximos dias, outros 16 presos da regional de Cascavel também devem se juntar à força-tarefa. As equipes são formadas por um policial penal e quatro presos, todos autorizados para atividades externas. A participação dos apenados segue o modelo de ressocialização adotado pelo estado, que garante redução de pena de um dia a cada três dias trabalhados, além da remuneração simbólica prevista por lei.

Além da mobilização humana, o governo estadual liberou R$ 75 mil em recursos emergenciais do Fundo Rotativo da Secretaria da Educação — sendo R$ 50 mil destinados ao Colégio Estadual Ireno Alves dos Santos e R$ 25 mil ao Colégio Ludovica Safraider — para garantir os reparos iniciais. Outras medidas de reconstrução estão sendo planejadas em parceria com o Instituto Fundepar e a Prefeitura de Rio Bonito do Iguaçu, comandada pelo prefeito Severino Alves Costa.

Ratinho Junior afirmou que o objetivo é unir solidariedade e reinserção social: “Os presos terão a oportunidade de retribuir à sociedade, ao mesmo tempo em que ajudam uma comunidade que passa por um momento de dor. Esse é o espírito do programa Mãos Amigas — reconstruir não só prédios, mas também vidas.”

Segundo dados da Secretaria de Estado da Segurança Pública, o programa Mãos Amigas já atendeu 427 unidades escolares em 2025, somando mais de 2 mil serviços de manutenção realizados em todo o Paraná. A iniciativa é considerada um dos principais instrumentos de ressocialização do sistema prisional paranaense, promovendo capacitação profissional e cidadania.

A cidade de Rio Bonito do Iguaçu foi uma das mais afetadas pelo tornado que atingiu a região na última semana, deixando mortos, feridos e centenas de desabrigados. Quase 90% da área urbana foi danificada, e os trabalhos de reconstrução seguem em ritmo acelerado com apoio do governo estadual, das forças de segurança e de voluntários locais.

Monitoramento rigoroso para evitar fugas

Durante o trabalho de reconstrução, os presos permanecem sob escolta constante da Polícia Penal, com monitoramento em tempo integral. As equipes são formadas por um policial penal e quatro apenados, todos previamente avaliados e selecionados com base no bom comportamento e no tempo de pena já cumprido. Nenhum dos participantes responde por crimes violentos ou apresenta histórico de indisciplina no sistema prisional.

Além da vigilância presencial, os deslocamentos entre as unidades prisionais e as frentes de trabalho são realizados em viaturas oficiais, com registro diário de entrada e saída. Caso ocorra qualquer tentativa de evasão, o preso perde imediatamente o direito ao benefício do regime semiaberto e retorna ao sistema fechado, com revogação automática da redução de pena prevista pelo programa.

O secretário estadual da Segurança Pública, Hudson Leôncio Teixeira, afirmou que o esquema é seguro e consolidado:
“O Paraná já utiliza o Mãos Amigas em centenas de municípios, sempre com supervisão policial rigorosa. É uma ação que tem dado resultados expressivos, tanto na recuperação das cidades quanto na ressocialização dos apenados.”

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