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(foto: divulgação/ CMU)
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Vereador cometeu excessos ao denunciar possíveis ausências de um médico da Saúde Pública

Estreante na função de vereador, Diego Rodrigues (PDT) pode ter o mandato cassado pela Câmara Municipal de Uberaba que aprovou ontem a Comissão Processante que vai dar destino à denúncia de quebra de decoro cometida pelo vereador. A comissão será presidida pelo vereador Luiz da Farmácia (PL) e a relatoria ficou com o vereador Mariscal (PSDB). O pedido da instauração da Câmara Processante foi feito pelo próprio médico, vítima da denúncia.

A denúncia do vereador Diego Rodrigues, levada a público em setembro, apontava o médico do Programa Saúde da Família, da Unidade Julieta Andrade, no bairro Recreio dos Bandeirantes, como ausente das atividades laborais. O vereador ressaltou inclusive que foi até a unidade e não encontrou o médico. A investigação prévia e inconclusa foi exposta nas redes sociais do vereador Diego e também na Câmara Municipal.

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O problema é que o médico em questão trabalha visitando os pacientes em casa, conforme prevê o programa Saúde da Família. Na ocasião da fiscalização do vereador ele estava em visita e por isso não foi encontrado na UBS. O médico que é o bolsista do programa federal Mais Médico, se sentiu lesado no pleno exercício de suas funções e solicitou que o caso fosse apurado pela câmara municipal.

Antes mesmo de buscar os caminhos viáveis para proceder a denúncia, o vereador correu para as redes sociais e tornou o caso público. Mesmo não expondo o nome do médico, todos que frequentam a Unidade de Saúde Julieta Andrade saiu em defesa do profissional, rebatendo as críticas na rede do vereador. Ao contrário de colher os comentários positivos sobre sua denúncia, houve uma enxurrada de críticas contra a sua postura.

A denúncia do vereador não foi levada à Controladoria Geral do Município ou ao Ministério Público que seriam os caminhos viáveis para apurar a situação. Ao preferir postar os fatos nas redes o vereador demonstra o tratamento espetacularizado e sensacionalista que quis dar ao falto, promovendo uma condenação do médico antes mesmo que a fiscalização fosse concluída. O tiro saiu pela culatra.

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