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Foto: @rafaelribeirorio / CBF
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Quando anunciaram os dois amistosos contra seleções asiáticas, foi difícil criar qualquer expectativa. Jogos do outro lado do mundo, em dias de semana, contra adversários inferiores e com uma escalação que parece afastar ainda mais o torcedor da sua seleção principal. E até onde vi, essa sensação não foi só minha.

O Brasil acaba de vencer a Coreia do Sul por 5 a 0, com dois gols de Estêvão, dois de Rodrygo e um de Vini Jr. Considerando o histórico recente entre as equipes, seria improvável esperar algo diferente. Vitórias por 4 a 1 nas oitavas da Copa de 2022, por 5 a 1 no amistoso antes do Mundial reforçam a previsibilidade do placar…

Destacar pontos empolgantes nessa Seleção é algo complicado, principalmente porque a lista de Carlo Ancelotti não trouxe grandes novidades. Mesmo assim, é justo valorizar as atuações das jovens promessas, que mostram talento em meio a uma Seleção que há tempos perdeu identidade e paixão em vestir a “amarelinha”.

E o torcedor comum parece cada vez mais distante. Não por falta de amor ao futebol, mas por falta de conexão com um time que não desperta emoção. Os jogos parecem acontecer apenas por protocolo, sem o peso simbólico que um dia fez a Seleção ser motivo de orgulho e assunto em todas as rodas de conversa.

O próximo amistoso acontece na terça, e a expectativa segue baixa. A sensação é de que veremos mais do mesmo: um futebol eficiente, mas sem brilho, sem alma e sem carisma. A Seleção até convence no placar, mas continua sem convencer o torcedor brasileiro, que antes ficava vidrado na TV esperando soltar o grito de gol.

Acredito, sim, em mais uma vitória fácil. Mas confesso: não espero ansiosamente por ela. Falta aquela chama, aquele sentimento de pertencimento que tornava cada convocação um evento. Hoje, parece tudo protocolar. O Brasil vence, goleia… mas continua sem encantar, sem feder e sem cheirar.

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