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foto praça dos 3 poderes

O Supremo Tribunal Federal se prepara para um julgamento que promete entrar para a história nacional. A partir de 2 de setembro, o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus passarão por julgamento na Primeira Turma, sob acusações que incluem tentativa de golpe de Estado.

O tribunal montou uma estrutura inédita para garantir ampla visibilidade e controle de acesso: um telão na Praça dos Três Poderes (foto), mais de 500 jornalistas credenciados — nacionais e estrangeiros — e inscrições abertas ao público geral. Cerca de três mil pessoas já se candidataram a acompanhar as sessões presencialmente, enquanto medidas de segurança inéditas foram adotadas para resguardar o evento.

Horários de início das sessões

O julgamento foi distribuído em cinco dias diferentes, com sessões programadas para os períodos da manhã e da tarde. O calendário oficial prevê:

2 de setembro 9h e 14h
3 de setembro 9h
9 de setembro 9h e 14h
10 de setembro 9h
12 de setembro 9h e 14h

As sessões da manhã estão previstas para começar às 9h, enquanto as da tarde devem ter início às 14h. Apesar da programação, os horários podem sofrer alterações conforme o andamento dos trabalhos e decisões internas do tribunal.

Mudanças no cotidiano de Brasília: segurança reforçada e monitoramento avançado

O impacto na rotina da capital será significativo. A segurança inclui o fechamento da Praça dos Três Poderes, uso de drones, detectores de metais e cães farejadores. O efetivo policial será reforçado por agentes de tribunais federais, do TST, TRF–1 e outros órgãos, organizando plantões e pontos de controle estratégicos ao redor do STF. A mobilização coincide ainda com o feriado da Independência, em 7 de setembro, aumentando a atenção com possíveis manifestações em apoio ao ex-presidente.

Como o Brasil acompanhou o julgamento de Lula

Em janeiro de 2018, quando o Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre, julgou o recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no caso do triplex do Guarujá, o país também viveu um momento marcante. As principais emissoras de TV transmitiram o julgamento ao vivo, os portais informaram em tempo real cada voto dos desembargadores e as rádios deram voz contínua ao processo. Nas ruas, tanto atos de apoio quanto protestos se espalharam por diferentes capitais, enquanto Porto Alegre foi palco de forte mobilização política, com caravanas de militantes, presença significativa da imprensa e um esquema rigoroso de segurança. O episódio demonstrou o impacto imediato que uma decisão judicial sobre um ex-presidente pode ter na sociedade — mesmo sem contornos institucionais midiáticos como agora.

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