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Mundo – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, questionou a credibilidade da eleição presidencial brasileira de 2026 nesta segunda-feira (26), afirmando que a votação pareceu fraudada, mas sem apresentar provas para sustentar a acusação. Apesar das críticas, ele declarou que gosta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e que mantém um bom relacionamento com o brasileiro.
Ao ser questionado por jornalistas sobre o segundo turno, realizado no domingo (25), Trump classificou a eleição como “terrível” e afirmou que a imagem transmitida ao mundo teria sido negativa.
O presidente americano também disse que não apoiou nenhum dos candidatos. Em outra declaração, afirmou que não governa o Brasil e reiterou que se dá bem com Lula.
Trump critica processo eleitoral brasileiro
Durante a conversa com jornalistas, Trump afirmou que a votação pareceu corrupta e questionou a forma como o processo eleitoral foi conduzido. Ele, porém, não apresentou evidências que comprovassem as acusações.
As declarações ocorreram um dia depois da vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro (PL), que anunciou inicialmente a intenção de contestar o resultado eleitoral.
Até o momento mencionado na reportagem, os Estados Unidos não haviam reconhecido oficialmente o resultado da eleição brasileira. Outros países, como China, França, Espanha, Portugal e Alemanha, já haviam parabenizado Lula pela vitória.
Entre as autoridades americanas que se manifestaram sobre o resultado estão o governador da Califórnia, Gavin Newsom, o senador Bernie Sanders e Zohran Mamdani, prefeito de Nova York.
Filho de Trump também criticou horário de votação
No domingo, Donald Trump Jr., filho do presidente americano, criticou a decisão de estender o horário de votação em determinadas seções eleitorais brasileiras.
Ele afirmou que a imprensa americana teria reagido de maneira diferente caso uma medida semelhante fosse adotada por um governo conservador.
A prorrogação do horário havia sido determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), após pedidos relacionados a dificuldades de transporte de eleitores e às condições climáticas em algumas regiões.
Segundo as informações divulgadas, tanto a campanha de Lula quanto a de Flávio Bolsonaro solicitaram medidas para ampliar o período de votação. A campanha de Flávio havia feito pedidos específicos para Paraná, Santa Catarina e São Paulo, enquanto o PT solicitou a extensão em âmbito nacional.
Zanin autorizou a medida no fim da tarde de domingo, e o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, posteriormente referendou a decisão.
TSE afirma que eleição ocorreu sem irregularidades
O presidente do TSE declarou que a extensão do horário não comprometeu a segurança nem a integridade do processo eleitoral.
Segundo Nunes Marques, a decisão judicial não provocou alterações no resultado da votação. A manifestação ocorreu em meio a questionamentos sobre a possibilidade de os votos registrados após as 17h influenciarem a disputa.
De acordo com os números apresentados na reportagem, 34.330 votos foram computados depois do horário inicialmente previsto para o encerramento da votação. O total corresponde a aproximadamente 0,027% dos 127,8 milhões de votos registrados no país.
Lula terminou a disputa com cerca de 4,4 milhões de votos a mais que Flávio Bolsonaro, com 64,2 milhões contra 59,8 milhões, respectivamente.
Lideranças brasileiras pedem respeito ao resultado
Além das manifestações do TSE, lideranças políticas brasileiras defenderam o reconhecimento do resultado das urnas.
Os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), se pronunciaram sobre a eleição. Alcolumbre classificou o resultado como uma vitória da democracia e pediu respeito à vontade dos eleitores.
Motta também elogiou o sistema eleitoral brasileiro. Partidos que haviam apoiado Flávio Bolsonaro, como União Brasil, Republicanos e Podemos, também parabenizaram Lula pela vitória, conforme a reportagem.
As declarações de Trump acrescentaram uma dimensão internacional à disputa política brasileira, enquanto as autoridades eleitorais do país reafirmaram a regularidade do processo.

