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Baixada Santista – Os ônibus municipais de Guarujá, no litoral de São Paulo, não saíram da garagem da City Transportes na manhã desta terça-feira (27). Os funcionários da concessionária entraram em greve devido ao atraso no pagamento do vale-alimentação, surpreendendo passageiros e provocando aglomerações nos pontos de ônibus.
Segundo José Alberto Torres Simões, vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários de Santos (Sindrod), a paralisação teve adesão de 100% da frota, que reúne cerca de 700 funcionários.
O benefício deveria ter sido depositado no domingo (25). De acordo com o representante sindical, os trabalhadores pretendem retomar as atividades somente após a confirmação do pagamento.
Prefeitura e empresa prometem solução
Representantes da Prefeitura de Guarujá e da City Transportes se reuniram com os trabalhadores na garagem da concessionária nesta terça-feira. Segundo os funcionários, houve a promessa de pagamento do benefício ainda no mesmo dia.
A empresa, por sua vez, informou que a operação foi interrompida devido ao atraso no pagamento do vale-refeição, previsto para 25 de outubro. Em nota, atribuiu o problema à falta de repasse do subsídio municipal.
A City também afirmou que não recebeu a comunicação prévia de 72 horas que, segundo a empresa, seria exigida pela legislação. A concessionária declarou que mantém diálogo com os trabalhadores e que aguarda um posicionamento do município sobre os repasses. Também informou que adotará medidas judiciais para tentar restabelecer o serviço.
Prefeitura aciona concessionária
A Prefeitura de Guarujá informou que tomou medidas administrativas e judiciais contra a City Transportes para garantir a continuidade do transporte público.
Segundo a administração municipal, a empresa foi cobrada a apresentar uma solução imediata para o atraso no pagamento do benefício e a esclarecer a situação. A prefeitura acrescentou que a concessionária pode receber multas caso descumpra as obrigações previstas no contrato.
O município também afirmou que a Secretaria de Mobilidade não recebeu aviso prévio sobre a paralisação e que será instaurado um processo administrativo para apurar eventuais responsabilidades.
Em nota, a prefeitura ressaltou que exige o cumprimento do contrato de concessão e a adoção das providências necessárias para assegurar o atendimento à população.
Trabalhadores relatam atrasos recorrentes
De acordo com o vice-presidente do Sindrod, os atrasos no pagamento de benefícios e salários ocorreriam com frequência. Conforme o representante sindical, a empresa costuma atribuir os problemas à falta de repasses da prefeitura.
Até a última atualização das informações, a retomada da circulação dos ônibus dependia da regularização do pagamento do benefício aos funcionários.
A paralisação afetou os deslocamentos dos moradores que dependem do transporte coletivo no município. Não havia, no relato divulgado, previsão de normalização independente do pagamento.
