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Política – A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu a manutenção das prisões de quatro pessoas ligadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no caso Banco Master. Em manifestação encaminhada ao ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o órgão afirmou que já havia se posicionado contra os pedidos de liberdade e que não existem razões para mudar esse entendimento.
O documento foi enviado ao STF no sábado (17). Segundo a PGR, os fundamentos que justificaram a imposição das medidas cautelares continuam válidos.
“Em todas essas oportunidades, a PGR manifestou-se pela preservação das medidas cautelares, diante da subsistência dos fundamentos que motivaram sua decretação”, afirmou a procuradoria.
Quem são os investigados cujas prisões a PGR defende manter
A manifestação envolve quatro pessoas próximas de Vorcaro, que são investigadas por suspeitas relacionadas ao caso:
- Henrique Moura Vorcaro: empresário e pai de Daniel Vorcaro. Segundo a Polícia Federal (PF), ele teria financiado um grupo suspeito de praticar intimidações e obter informações ilegalmente. Foi preso em maio de 2026.
- Fabiano Campos Zettel: empresário e cunhado do ex-banqueiro, investigado no caso Banco Master. Foi preso em março de 2026.
- Felipe Cançado Vorcaro: primo de Daniel Vorcaro, apontado pela PF como operador financeiro do grupo. Foi preso em maio de 2026.
- Daniel Lopes Monteiro: advogado próximo de Vorcaro, investigado por supostamente estruturar operações com empresas e imóveis de luxo que seriam usados para repassar vantagens indevidas a Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB). Ele foi preso em abril de 2026. A defesa nega irregularidades e afirma que sua atuação foi técnica e profissional.
As suspeitas mencionadas fazem parte das investigações e não representam, por si só, condenações dos envolvidos.
PGR se opõe à abertura de investigação contra André Mendonça
No mesmo documento, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, também se posicionou contra o prosseguimento de um pedido para investigar o ministro do STF André Mendonça.
A solicitação surgiu após o ministro Alexandre de Moraes apontar possíveis irregularidades na atuação de Mendonça em inquéritos relacionados ao Banco Master e às fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), com base em informações de relatórios da Polícia Federal.
Gonet afirmou não identificar irregularidade na elaboração, pela PF, de um relatório de inteligência sobre a conduta do magistrado. No entanto, avaliou que os elementos apresentados não seriam suficientes para justificar a abertura de uma investigação criminal contra Mendonça.
Segundo o procurador-geral, os relatórios levantam questionamentos sobre a neutralidade na condução dos procedimentos, mas não demonstram, naquele momento, que a conduta atribuída ao ministro se enquadre em um crime previsto na Lei de Abuso de Autoridade.
Decisão final cabe ao plenário do STF
Apesar de recomendar que o pedido não tenha andamento, Gonet ressaltou que o plenário do Supremo pode decidir de forma diferente.
De acordo com a manifestação, cabe ao colegiado autorizar ou rejeitar a abertura de investigação contra integrantes da Corte. Assim, o posicionamento da PGR não impede que o assunto avance caso os ministros entendam que há motivos para isso.

