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Política – O Republicanos deve anunciar nesta quarta-feira (7) apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República no segundo turno das eleições de 2026. A expectativa é de que a legenda se una ao PP e ao União Brasil no apoio ao candidato.
O presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, se reuniu na terça-feira (6) com Flávio Bolsonaro e indicou uma tendência favorável ao apoio. Segundo Pereira, já existe maioria dentro do partido a favor do endosso à candidatura.
A articulação contou com a participação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, também filiado ao Republicanos. Tarcísio vinha defendendo a construção do apoio oficial da legenda a Flávio.
Apoio foi discutido entre Marcos Pereira e Flávio
Durante a reunião, Flávio Bolsonaro reafirmou que não pretende disputar a reeleição para a Presidência.
A posição está relacionada às discussões sobre uma eventual Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para acabar com a possibilidade de reeleição para cargos do Executivo.
Nesse cenário, Tarcísio de Freitas é apontado nas articulações políticas como possível sucessor de Flávio em uma futura disputa presidencial, caso uma mudança constitucional seja aprovada.
Até o momento, porém, uma eventual PEC sobre o fim da reeleição ainda dependeria de tramitação e aprovação no Congresso Nacional.
Republicanos se aproxima de PP e União Brasil
O movimento do Republicanos ocorre em paralelo às articulações do PP e do União Brasil, que também preparam um anúncio de apoio a Flávio Bolsonaro.
A união das três siglas amplia o grupo partidário que declara respaldo ao candidato do PL na segunda etapa da disputa presidencial.
O apoio formal, entretanto, deve ser anunciado pelas legendas nesta quarta-feira (7), conforme a expectativa apresentada antes do evento.
Outros partidos ainda discutem posição
Flávio Bolsonaro também deve buscar apoio de outras legendas, entre elas PSDB, MDB e PSD.
No caso do PSD, o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, afirmou que a sigla permanecerá neutra no segundo turno.
A posição nacional do partido não impediu, porém, que Ronaldo Caiado, candidato do PSD no primeiro turno, declarasse apoio individual a Flávio Bolsonaro. O anúncio ocorreu em Goiânia, após o resultado da primeira etapa da eleição.
Lula reorganiza campanha para o segundo turno
Do outro lado da disputa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desistiu de trabalhar pela neutralidade do bloco de centro após o resultado do primeiro turno.
A campanha do petista passou a concentrar esforços na busca por apoio de dirigentes regionais, especialmente no Nordeste e em Minas Gerais.
Com as articulações partidárias em andamento, o segundo turno passa a ser marcado pela disputa por apoios de legendas e lideranças que ficaram fora da decisão presidencial na primeira etapa.

