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dólar cai
Reprodução internet
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Economia – O dólar abriu o mercado desta segunda-feira (5) em forte queda e passou a ser negociado abaixo de R$ 5. A moeda norte-americana recuava 4,26% na manhã seguinte ao primeiro turno das eleições brasileiras.

A reação também foi observada em outros ativos brasileiros negociados no exterior. O movimento ocorre após o resultado das urnas, que mostrou avanço de partidos de direita no Congresso e colocou Flávio Bolsonaro (PL) à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pela Presidência.

Ações brasileiras sobem no exterior

Empresas brasileiras negociadas nos Estados Unidos registraram fortes altas no pré-mercado nesta segunda-feira.

A Petrobras avançava cerca de 10%, enquanto o Itaú Unibanco subia mais de 12%. O Bradesco registrava alta de aproximadamente 11%, e a Embraer avançava cerca de 6%.

Também apresentavam valorização o Mercado Livre, com alta próxima de 6%, e o Nubank, que subia cerca de 10%.

O movimento refletia a avaliação dos investidores sobre o novo cenário político formado após o primeiro turno.

Mercado avalia avanço da direita no Congresso

Para Andrés Abadia, economista-chefe para a América Latina da Pantheon Macroeconomics, o desempenho de Flávio Bolsonaro acima das expectativas e o avanço da direita no Congresso podem favorecer a bolsa brasileira e pressionar para baixo os rendimentos dos títulos de longo prazo.

A avaliação do mercado considera não apenas a disputa presidencial, mas também a composição do Congresso Nacional definida nas urnas.

O resultado do primeiro turno ampliou as expectativas de investidores em relação à possibilidade de avanço de reformas e de uma agenda econômica alinhada às pautas defendidas pelo mercado financeiro.

Expectativas para o segundo turno

A forte reação dos ativos brasileiros ocorre antes da definição do segundo turno presidencial, marcado para 25 de outubro.

A leitura predominante entre investidores é de que um eventual governo de Flávio Bolsonaro poderia encontrar maior apoio político no Congresso para implementar medidas econômicas consideradas favoráveis pelo mercado.

Apesar da reação positiva dos ativos, o cenário ainda depende do resultado da segunda rodada da eleição e das negociações políticas que deverão ocorrer até a votação.

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