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Economia – Os empregados da Caixa Econômica Federal decidiram manter a greve nacional iniciada em 10 de setembro. A proposta apresentada pelo banco para renovar o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) foi rejeitada em assembleias virtuais realizadas nesta segunda-feira (21).
Segundo a Comissão Executiva dos Empregados (CEE), mais de 90% das bases sindicais rejeitaram a proposta. Com a decisão, a paralisação continua enquanto representantes dos trabalhadores discutem os próximos passos do movimento.
A greve envolve principalmente questões relacionadas ao acordo específico dos empregados, com destaque para o Saúde Caixa, plano de assistência médica destinado ao quadro funcional.
Saúde Caixa é um dos principais pontos de negociação
Entre os temas que permanecem em discussão está o modelo de custeio do Saúde Caixa.
Segundo a proposta apresentada pela instituição, o limite de participação da Caixa no financiamento do plano seria ampliado de 6,5% para 9% da folha de pagamento a partir de 2027. A própria Caixa também divulgou que a proposta prevê mensalidade de 3,7% para empregados, aposentados e pensionistas, além de mudanças em regras de coparticipação.
O Saúde Caixa tem sido um dos principais pontos de divergência entre a empresa e os representantes dos trabalhadores durante as negociações do ACT 2026/2028.
Greve começou em 10 de setembro
A paralisação nacional teve início no dia 10 de setembro, depois que os empregados rejeitaram uma proposta anterior de renovação do acordo coletivo.
Desde então, Caixa e representantes dos trabalhadores realizaram novas rodadas de negociação. Em 16 de setembro, a instituição apresentou alterações envolvendo o Saúde Caixa, o programa Super Caixa e o Atendimento Figital, além de manter propostas relacionadas ao reajuste salarial e outras cláusulas do acordo.
A proposta mais recente foi apresentada pela Caixa em 18 de setembro e submetida à avaliação dos empregados nas assembleias desta segunda-feira.
O que acontece agora
Com a rejeição da proposta, a greve continua. O comando nacional do movimento deverá definir os próximos passos após a análise dos resultados das assembleias.
Em uma votação realizada pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, por exemplo, 59,3% dos participantes votaram pela rejeição da proposta. O resultado, porém, corresponde àquela base sindical específica e não deve ser confundido com o índice nacional informado pela CEE.
A Caixa, por sua vez, informou que considera a nova proposta resultado das negociações realizadas com as entidades representantes dos empregados e mantém informações sobre o acordo em seus canais oficiais.
Enquanto não houver novo acordo ou decisão que altere o movimento, a greve nacional dos empregados da Caixa permanece em andamento.

