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Brasil – A organização da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo notificou a Editora Fruto Proibido após tomar conhecimento de uma ação envolvendo homens mascarados no estande da empresa durante o evento. Registros publicados nas redes sociais mostram interações com jovens que geraram repercussão e questionamentos sobre a conduta adotada no local.
A Bienal informou que o episódio não fazia parte da programação nem de qualquer atividade oficial promovida ou autorizada pela organização. O evento foi realizado entre sexta-feira (4) e domingo (6), na capital paulista.
Em comunicado, a organização afirmou que, assim que tomou conhecimento do caso, notificou a editora responsável pelo estande.
A Bienal também declarou que não compactua com condutas ou ações inadequadas direcionadas ao público e reforçou o compromisso de manter um ambiente seguro, respeitoso e acolhedor para visitantes, expositores, autores e demais participantes.
Editora afirma que não contratou os mascarados
A Editora Fruto Proibido, especializada em livros do gênero dark romance, afirmou que não contratou, convidou ou solicitou a presença de homens mascarados no estande durante a Bienal.
Segundo a empresa, a equipe não sabia quem estava por trás das máscaras. Inicialmente, a presença dos participantes teria sido interpretada como uma interação descontraída com o público, e funcionários chegaram a fazer fotos e vídeos com eles.
A editora afirmou que passou a solicitar a identificação dos envolvidos depois que percebeu que a situação havia tomado outra proporção.
A empresa também declarou que não compactua nem endossa eventuais atitudes atribuídas às pessoas que utilizavam as máscaras e lamentou a repercussão do episódio.
Como medida para os próximos eventos, a editora afirmou que pretende reforçar os cuidados e adotar critérios mais rigorosos para interações e gravações realizadas dentro de seus estandes.
Homem mascarado apresenta sua versão
Um dos homens envolvidos, identificado como Yuri Gagarin, de 30 anos, também se manifestou por meio de uma nota divulgada por seus advogados.
Segundo a defesa, Yuri trabalha de forma independente na internet e mantém, nas horas vagas, um perfil nas redes sociais dedicado ao universo dos romances, no qual utiliza uma persona relacionada ao gênero.
O comunicado afirma que ele combinou com uma amiga a gravação de um vídeo durante a visita à Bienal. Na gravação, Yuri apareceria mascarado e seria beijado por ela.
Ainda de acordo com a defesa, o vídeo acabou sendo compartilhado fora do contexto original e passou a circular acompanhado de acusações que também atingiram familiares e amigos do homem.
Os advogados afirmam que a participação de Yuri no evento foi voluntária e espontânea e que não houve remuneração, publicidade ou ação de marketing envolvendo editoras, autores ou a organização da Bienal.
Defesa nega acusações criminais
A defesa de Yuri também negou as acusações de natureza criminal feitas contra ele e afirmou que o cliente não praticou os crimes que lhe foram atribuídos.
Segundo a versão apresentada pelos advogados, outras pessoas que aparecem em fotos e vídeos teriam se aproximado espontaneamente para pedir registros com o personagem. A defesa afirma que não havia uma sessão de fotos ou atividade organizada para esse fim.
A manifestação sustenta ainda que as poses teriam sido combinadas individualmente no momento de cada registro.
As versões apresentadas pela editora, pela organização da Bienal e pela defesa do homem diferem em pontos importantes sobre a origem e a natureza das interações. Até as informações disponíveis, a organização do evento havia confirmado a notificação da editora, enquanto a empresa negou ter contratado ou autorizado a presença dos mascarados.

