Foto: Ficco/Divulgação
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Investigado pela Operação Luxury estava escondido em São Paulo e usava documentos falsos; polícia apreendeu carro de R$ 234 mil, joias, relógios e documentos.

A prisão de um dos principais alvos da Operação Luxury ocorreu na noite de sexta-feira (28), em Campos do Jordão (SP). Yago Araújo Silva Santos, de 27 anos, foi localizado por equipes da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) de Uberlândia quando deixava um restaurante de alto padrão. Segundo os investigadores, ele estava foragido desde a deflagração da operação, em abril, e utilizava identidades falsas para permanecer escondido no estado de São Paulo.

Yago é apontado pela Ficco como o segundo principal líder de uma organização criminosa investigada por tráfico interestadual de drogas, associação para o tráfico, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Conforme as apurações, ele teria participação na logística do transporte de grandes quantidades de entorpecentes e na movimentação de recursos atribuídos ao esquema.

A investigação também identificou um padrão de vida considerado incompatível com os rendimentos declarados pelo suspeito. No momento da prisão, ele estava em um veículo avaliado em R$ 234 mil. Os investigadores também apontaram viagens internacionais recentes, incluindo passagem por Ibiza, na Espanha, além de residência em condomínio de alto padrão em Uberlândia.

No sábado (29), uma nova etapa das diligências foi realizada em um imóvel utilizado pelo investigado em São Paulo. Foram apreendidos relógios, joias, roupas, acessórios e documentos, principalmente relacionados à movimentação bancária. Para a Ficco, o material poderá contribuir para o aprofundamento das investigações financeiras.

A Operação Luxury apura a atuação de uma organização envolvida no transporte de drogas entre Mato Grosso do Sul e o Triângulo Mineiro. Ao todo, 38 pessoas foram denunciadas no âmbito da investigação. Entre os nomes está também uma mulher que foi Miss Uberlândia em 2025.

Após a prisão, Yago foi encaminhado à Delegacia da Polícia Civil de Campos do Jordão, onde permanece à disposição da Justiça. Somadas, as penas máximas previstas para os crimes pelos quais ele foi denunciado podem chegar a 53 anos de prisão.

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