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As imagens do tornado que atingiu o Rio Grande do Sul chamaram a atenção pela força dos ventos e pelos estragos registrados em cidades do interior do estado. Segundo meteorologistas, o fenômeno foi provocado por uma supercélula, um tipo raro e extremamente intenso de tempestade.
O tornado atingiu os municípios de Giruá, Sete de Setembro e Senador Salgado Filho, deixando pelo menos sete pessoas feridas, além de provocar destelhamentos, queda de árvores, postes derrubados e interrupções no fornecimento de energia elétrica.
De acordo com especialistas, a supercélula é considerada a forma mais severa de tempestade. Ela se desenvolve quando correntes de ar quente e úmido encontram massas de ar frio, formando uma nuvem com uma corrente de ar giratória em seu interior, chamada de Mesociclone.

É justamente esse movimento de rotação que pode dar origem a fenômenos extremos, como rajadas intensas de vento, chuva forte, granizo de grandes dimensões e, em alguns casos, tornados.
Apesar de serem mais comuns em países como os Estados Unidos, as supercélulas também podem ocorrer no Sul do Brasil. Isso acontece porque a região costuma registrar o encontro de diferentes massas de ar, criando condições favoráveis para tempestades severas.
Os meteorologistas reforçam que nem toda supercélula gera um tornado, mas praticamente todos os tornados mais intensos têm origem nesse tipo de tempestade.

Após a passagem do fenômeno, equipes da Defesa Civil seguem trabalhando no atendimento às famílias afetadas e no levantamento dos prejuízos. As autoridades também orientam que a população acompanhe os alertas meteorológicos e evite áreas de risco durante episódios de tempo severo.
Segundo especialistas, a previsão de eventos climáticos extremos vem se tornando cada vez mais importante diante da frequência de tempestades intensas registradas nos últimos anos, especialmente na Região Sul e Sudeste do país.

