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Mundo – A Espanha declarou estado de emergência nacional após uma série de incêndios florestais atingir regiões próximas a Madri e a província de Ávila. A medida foi anunciada na noite de quinta-feira (23), diante do avanço das chamas, que já provocaram a retirada de mais de 10 mil pessoas e tornaram 2026 uma das temporadas mais letais das últimas décadas no país.
Segundo o governo espanhol, a decisão busca ampliar a coordenação das operações de combate ao fogo e fortalecer a resposta das equipes de proteção civil.
Mais de 10 mil pessoas deixaram suas casas
Os incêndios atingem áreas como Villa del Prado, San Martín de Valdeiglesias, Pelayos de la Presa e Aldea del Fresno, na região de Madri, além de Burgohondo, na província de Ávila.
De acordo com o governo regional, mais de 10 mil moradores precisaram deixar suas residências por causa do risco de avanço das chamas.
As autoridades também alertaram para a possibilidade de o incêndio em Burgohondo alcançar a região de Madri, favorecido pelas condições climáticas.
Emergência nacional amplia coordenação
O Ministério do Interior informou que o estado de emergência foi decretado devido à ocorrência simultânea de diversos incêndios, às condições meteorológicas desfavoráveis e à necessidade de mobilizar recursos de diferentes órgãos públicos.
Pela primeira vez, a Espanha adota esse mecanismo especificamente para um incêndio florestal.
Com a medida, a coordenação das operações passa a ficar sob responsabilidade direta do ministro do Interior, conforme prevê a legislação do Sistema Nacional de Proteção Civil.
Centenas de profissionais combatem as chamas
Mais de 270 profissionais de emergência e 40 unidades terrestres foram mobilizados para atuar nas áreas afetadas.
A operação também conta com equipes da Unidade Militar de Emergência (UME), especializada em responder a desastres naturais e grandes incêndios.
Temporada de incêndios já é uma das mais graves
Segundo dados das autoridades espanholas, mais de 100 mil hectares já foram consumidos pelo fogo em 2026, área equivalente à média anual registrada pelo país na última década.
Até o momento, 13 pessoas morreram, tornando esta uma das temporadas de incêndios florestais mais letais das últimas décadas.
Especialistas apontam que a combinação entre chuvas intensas registradas na primavera, que favoreceram o crescimento da vegetação, e o calor extremo do verão criou condições ideais para a rápida propagação dos incêndios.
Além disso, cientistas associam o aumento da frequência e da intensidade desses eventos às mudanças climáticas, que vêm ampliando o risco de grandes incêndios no sul da Europa.

