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Mundo – Um militar brasileiro que atua na guerra entre Rússia e Ucrânia descreveu o cenário da linha de frente como semelhante ao universo do filme “Mad Max”, marcado por ataques constantes, explosões e combates intensos. O combatente, identificado apenas como Soldado C, relatou que tropas ucranianas enfrentam bombardeios contínuos de artilharia, morteiros e drones, enquanto forças russas tentam avançar utilizando diversos tipos de veículos, incluindo motos e quadriciclos.
Segundo o militar, a rotina de combate é marcada pela imprevisibilidade e pelo alto risco de morte.
Ataques acontecem sem interrupção
De acordo com o Soldado C, os militares ucranianos permanecem em posições improvisadas, muitas vezes escondidos em abrigos subterrâneos, tentando resistir aos ataques russos.
Ele afirmou que, quando encontram uma brecha na linha de defesa, as tropas russas intensificam as ofensivas.
“Eles atacam a pé, com quadriciclo, moto e tudo o que tiverem. Parece uma cena de ‘Mad Max’.”
Segundo o brasileiro, mesmo diante de grandes perdas, as tropas russas continuam avançando.
Drones transformaram a guerra
O militar destacou que os drones passaram a desempenhar papel central no conflito.
Segundo ele, a Rússia consegue manter aeronaves não tripuladas em operação praticamente o tempo todo, tanto para vigilância quanto para ataques.
Essa presença constante obriga os soldados a interromper qualquer deslocamento sempre que identificam a aproximação de um drone inimigo.
“Você anda oito ou dez quilômetros e demora muito. Escutou um drone, você congela. Não pode se mexer.”
Ele explicou ainda que muitos desses equipamentos contam com câmeras, sensores térmicos e visão noturna, aumentando a capacidade de monitoramento do campo de batalha.
Minas e emboscadas aumentam o perigo
Além dos ataques aéreos, o Soldado C afirmou que o terreno representa outro desafio constante.
Segundo ele, áreas disputadas entre russos e ucranianos, conhecidas como “gray zone” ou “zona cinzenta”, não estão sob controle total de nenhum dos lados.
O militar relatou que minas terrestres e infiltrações de pequenos grupos inimigos tornam qualquer deslocamento extremamente perigoso.
Soldados vivem em abrigos improvisados
O combatente contou que as grandes redes de trincheiras utilizadas no início da guerra praticamente desapareceram.
Hoje, segundo ele, muitos soldados permanecem durante meses em pequenos abrigos subterrâneos, onde dormem, comem e aguardam novas missões.
O reabastecimento de alimentos e equipamentos, em muitos casos, também é realizado por drones para reduzir a exposição ao fogo inimigo.
Brasileiro explica por que foi lutar na Ucrânia
O Soldado C tem 30 anos, já integrou o Exército Brasileiro e também serviu na Legião Estrangeira da França.
Segundo ele, decidiu se alistar nas Forças Armadas da Ucrânia por considerar a invasão russa injustificada e por atuar profissionalmente na área militar.
O brasileiro também destacou que muitos dos soldados que hoje defendem posições ucranianas não possuem experiência militar anterior.
Para ele, esses combatentes enfrentam uma pressão extrema ao serem recrutados para defender o próprio país em um dos conflitos mais intensos da atualidade.
A guerra entre Rússia e Ucrânia começou em fevereiro de 2022 e continua provocando milhares de mortes, deslocamentos de civis e impactos geopolíticos em diferentes regiões do mundo.

