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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou recentemente os dados mais atualizados da Pesquisa Nacional por Amostra...
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Por Odair Dias Filho

2 de julho de 2026

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou recentemente os dados mais atualizados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – Tecnologia da Informação e Comunicação (PNAD Contínua TIC). Os números revelam um marco inegável: a internet já chega a 95% dos lares brasileiros. Contudo, engana-se quem acredita que a digitalização maciça decretou o fim dos meios tradicionais. A televisão, reinventada, mantém sua força e relevância cultural no Brasil.

De acordo com o levantamento, o celular continua sendo o principal meio de acesso à rede, utilizado por 98,7% dos internautas. Porém, um dado chama a atenção para o novo comportamento de consumo das famílias: a própria televisão assumiu o segundo lugar como dispositivo favorito para acessar a internet, sendo usada por 57,8% das pessoas conectadas, superando os tradicionais computadores (33,4%) e tablets (9,2%).

No quesito transmissão de conteúdo, a TV aberta via antena convencional ainda domina o país, marcando presença em 85,8% das residências com televisão. O que sofreu forte alteração foi o mercado de assinaturas. Enquanto a TV paga tradicional continua sua trajetória de queda — hoje presente em apenas 23,5% dos lares —, os serviços de streaming de vídeo decolaram e já alcançam 44,4% dos domicílios. A tela grande da sala tornou-se, na prática, o novo hub de conectividade familiar.

A percepção de que a televisão perdeu seu espaço é fortemente contrariada pela dinâmica em torno do aparelho, que ainda funciona como o principal agregador social dentro das casas. Esse aspecto comportamental é enfatizado por especialistas e executivos do setor, que enxergam as novas plataformas como aliadas.

Para Cláudio Fernando Aguiar, CEO do Grupo ISTV, os números refletem uma conexão emocional histórica:

“Há bastante tempo ouvimos que se aproxima o fim da televisão, mas a recente pesquisa do IBGE comprova o oposto: existe espaço para todas as formas de comunicação e entretenimento. A TV segue firme ocupando seu lugar nos lares brasileiros. A relação de intimidade proporcionada pela televisão e pelo rádio não pode ser facilmente substituída. É uma tradição transmitida de pais para filhos, uma vivência que une as famílias diante de uma tela — um caminho contrário ao da fragmentação vista em alguns outros setores da comunicação.”

O cenário traçado pelo IBGE evidencia que a revolução tecnológica não substituiu a televisão, mas a expandiu. A tela que antes dependia exclusivamente de uma grade de programação linear, agora abriga aplicativos, vídeos sob demanda e conectividade global, mantendo intacta sua principal vocação: unir pessoas.

Onde acessar os dados completos: A pesquisa na íntegra, incluindo tabelas com recortes regionais, demográficos, comparativos históricos e notas metodológicas, está disponível para consulta pública. Leitores e pesquisadores podem acessar o módulo completo de “Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC)” da PNAD Contínua através do portal oficial do IBGE (www.ibge.gov.br). Para o cruzamento de variáveis específicas e download de tabelas, o acesso pode ser feito pelo Sistema IBGE de Recuperação Automática (SIDRA).

 

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