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Homem morre sem atendimento em UPA no DF e caso gera investigação
Foto reprodução
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Um homem morreu na noite de sábado (20) dentro da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Recanto das Emas, no Distrito Federal, enquanto aguardava atendimento na recepção. O caso gerou revolta entre pacientes e acompanhantes e agora é alvo de investigação da Polícia Civil do DF.

Segundo informações apuradas, o homem, identificado posteriormente como Vilmar Pereira da Silva, de 49 anos, foi encontrado já sem sinais vitais por pessoas que aguardavam atendimento no local. Ele estava sentado em uma cadeira de rodas na recepção da unidade, onde permaneceu por horas sem avaliação médica formal.

Testemunhas relatam que outros pacientes teriam percebido a ausência de sinais vitais antes da confirmação oficial, o que gerou tensão no local e levou à intervenção de profissionais da unidade. Vídeos registrados na UPA mostram a movimentação de pessoas e o isolamento da área após a confirmação da morte.

A Polícia Militar foi acionada para conter a situação e isolar o espaço. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML), onde passa por procedimentos de identificação e análise das circunstâncias do óbito.

De acordo com o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF), o homem não possuía ficha de atendimento aberta, nem havia passado por triagem ou avaliação médica. A instituição informou ainda que foi acionada após relatos de pessoas presentes na unidade e que equipes constataram a ausência de sinais vitais.

O Iges-DF afirmou também que a filha do paciente foi comunicada e recebeu acolhimento da equipe de serviço social da unidade. O caso está sob apuração interna e também sendo investigado pela Polícia Civil.

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, afirmou que determinou apuração rigorosa e destacou que a investigação busca esclarecer possíveis falhas no atendimento. O secretário de Saúde também declarou que não será tolerada qualquer omissão na rede pública.

O episódio também ganhou repercussão após familiares relatarem que souberam da morte por meio de vídeos que circularam nas redes sociais antes de qualquer comunicação oficial.

O caso segue em investigação para esclarecer a linha do tempo da chegada do paciente à unidade, o tempo de espera e as circunstâncias exatas da morte.

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