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navio Professor W. Besnard
Reprodução internet
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Baixada Santista – O futuro do navio Professor W. Besnard, uma das embarcações mais importantes da pesquisa oceanográfica brasileira, deverá ser definido nos próximos meses. Após ser reflutuado três meses depois de afundar parcialmente no Porto de Santos, no litoral de São Paulo, o navio passará por uma avaliação técnica que determinará se a recuperação integral é viável ou se apenas parte da estrutura será preservada.

Segundo a Autoridade Portuária de Santos (APS), a decisão levará em conta fatores técnicos e financeiros. Independentemente do resultado, a embarcação receberá uma homenagem permanente no Parque Valongo, na região portuária santista.

Avaliação vai definir destino da embarcação

De acordo com a APS, uma perícia especializada será realizada para analisar as condições estruturais do Professor W. Besnard. Caso a restauração completa não seja considerada possível, elementos da embarcação poderão ser incorporados ao Parque Valongo como forma de preservar a memória do navio.

A proposta busca manter vivo o legado de uma das principais referências da oceanografia brasileira, responsável por importantes expedições científicas ao longo de mais de quatro décadas.

Reflutuação ocorreu três meses após afundamento

O Professor W. Besnard afundou parcialmente em março deste ano, no cais do Valongo, durante um período de fortes chuvas. Na ocasião, a embarcação passava por reformas para ser transferida ao Instituto do Mar (Imar), após ter sido doada pela Universidade de São Paulo (USP).

Para realizar a operação de retirada, a Autoridade Portuária contratou, em caráter emergencial, uma empresa especializada em serviços marítimos. O contrato, avaliado em R$ 8,6 milhões, incluiu trabalhos de mergulho, segurança operacional, contenção ambiental, reflutuação e docagem em estaleiro.

Navio levou primeiras missões brasileiras à Antártica

Construído em 1966 por encomenda do Governo de São Paulo, o Professor W. Besnard desempenhou papel fundamental no desenvolvimento da pesquisa oceanográfica no país. A embarcação realizou mais de 260 viagens científicas pela costa brasileira, pelo Atlântico e em regiões como Cabo Verde.

O navio também ficou marcado por transportar as primeiras equipes de pesquisadores brasileiros à Antártica, contribuindo para o fortalecimento da presença científica do Brasil no continente gelado.

Além das expedições, a embarcação foi utilizada na formação de pesquisadores e na coleta de dados para diversos estudos acadêmicos.

Incêndio interrompeu atividades em 2008

O Professor W. Besnard estava fora de operação desde 2008, quando um incêndio comprometeu parte de sua estrutura. Desde então, permanecia inativo e aguardava um projeto de recuperação voltado à pesquisa e à educação ambiental.

A definição sobre o futuro do navio deverá ocorrer após a conclusão das análises técnicas previstas pela Autoridade Portuária de Santos.

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