(foto: divulgação/ PC)
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Organização criminosa é suspeita de clonagem de linhas telefônicas, invasão de contas bancárias e lavagem de dinheiro em diversos estados do país

Uma operação da Polícia Civil resultou no bloqueio de aproximadamente R$ 2 milhões em bens ligados a uma organização criminosa investigada por fraudes eletrônicas, invasão de contas digitais e lavagem de dinheiro. A ação foi realizada em Frutal, no Triângulo Mineiro, e teve como alvo suspeitos de aplicar golpes em vítimas de diferentes regiões do Brasil.

As investigações começaram após um defensor público de Frutal ser vítima do golpe conhecido como “SIM Swap”. Nesse tipo de fraude, criminosos conseguem transferir a linha telefônica da vítima para outro chip e passam a ter acesso a aplicativos bancários e sistemas de recuperação de senhas. Somente nesse caso, o prejuízo foi de cerca de R$ 70 mil.

De acordo com a Polícia Civil, o grupo utilizava clonagem de linhas telefônicas, invasão de contas bancárias e falsas promessas de investimentos para obter acesso ao dinheiro das vítimas. Durante as apurações, foram identificadas vítimas em Minas Gerais, Goiás, Ceará e Mato Grosso.

Os investigadores também mapearam 226 contas bancárias e aproximadamente 250 chaves Pix supostamente utilizadas para movimentar e ocultar recursos obtidos de forma ilegal. Na primeira fase da operação, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 14 mandados de busca e apreensão nas cidades de Goiânia e Jaraguá, em Goiás.

Outros quatro investigados continuam foragidos. Um deles estaria em Portugal e teve o nome incluído na lista vermelha da Interpol, mecanismo internacional utilizado para localizar e prender suspeitos procurados pela Justiça.

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