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Mundo – A Espanha registrou o maior número de mortes relacionadas ao calor para o mês de maio desde o início da série histórica, iniciada em 2015. Dados divulgados nesta quarta-feira (3) pelo Ministério da Saúde espanhol mostram que 101 mortes foram associadas às altas temperaturas durante maio de 2026.
O aumento ocorre em meio a ondas de calor antecipadas e temperaturas recordes observadas em diferentes regiões da Europa, ampliando preocupações sobre os impactos das mudanças climáticas na saúde pública.
Mortes relacionadas ao calor superam média histórica
Segundo o sistema espanhol de monitoramento diário de mortalidade, conhecido como MoMo, o total de mortes registradas em maio deste ano é 3,6 vezes maior do que a média observada para o mesmo mês na última década.
O número chama atenção porque o aumento ocorreu antes mesmo do início oficial do verão no hemisfério norte, período normalmente associado aos picos de temperatura no continente europeu.
Autoridades de saúde destacam que idosos, pessoas com doenças crônicas e populações vulneráveis estão entre os grupos mais expostos aos riscos provocados pelo calor extremo.
Sistema contabiliza quase 28 mil mortes em uma década
Os dados históricos do MoMo mostram que, entre 2015 e 2025, aproximadamente 27.564 mortes foram atribuídas às altas temperaturas na Espanha.
O ano mais crítico da série continua sendo 2022, quando foram registradas 4.789 mortes relacionadas ao calor extremo.
Na sequência aparece 2025, com 3.832 óbitos associados às altas temperaturas.
Os números reforçam o impacto crescente dos eventos climáticos extremos sobre sistemas de saúde e infraestrutura urbana.
Europa enfrenta aumento das temperaturas extremas
O registro espanhol ocorre após diversos países europeus enfrentarem temperaturas acima da média histórica nas últimas semanas.
Especialistas alertam que episódios de calor intenso estão se tornando mais frequentes, mais longos e mais severos, aumentando a necessidade de estratégias de adaptação urbana, sistemas de alerta e políticas públicas voltadas à proteção da população.
Além dos impactos na saúde, ondas de calor também elevam riscos de incêndios florestais, pressionam redes elétricas e afetam atividades econômicas e agrícolas.

