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PCC no setor de combustíveis
Reprodução Tomaz Silva/Agência Brasil
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Brasil – Uma operação realizada nesta quinta-feira (28) mira um suposto esquema bilionário de fraude, lavagem de dinheiro e infiltração do crime organizado no mercado de combustíveis brasileiro. A ação, chamada Operação Fluxo Oculto, ocorre em cinco estados e investiga a atuação do PCC no setor, com foco em fintechs suspeitas de movimentar recursos ilegais.

A ofensiva reúne forças do Ministério Público e da Receita Federal e amplia investigações anteriores que apontaram a expansão do crime organizado para áreas estratégicas da economia.

Operação mira fintechs suspeitas de atuar como “bancos paralelos”

A operação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pela Receita Federal, com cumprimento de mandados em São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

O principal alvo são seis fintechs investigadas por supostamente operarem sistemas paralelos de compensação financeira ligados a distribuidoras, postos de combustíveis e fundos de investimento ligados ao PCC.

Ao todo, estão sendo cumpridos 55 mandados de busca e apreensão.

Fraudes envolvem combustíveis adulterados e uso de solventes

Segundo as investigações, o esquema também inclui desvio de nafta petroquímica para adulteração de combustíveis.

A suspeita é de que solventes fossem desviados para empresas fantasmas e usados na mistura irregular de combustíveis comercializados no mercado.

Além da adulteração, as autoridades investigam práticas de sonegação fiscal e ocultação patrimonial.

Receita aponta movimentação de R$ 26 bilhões

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que os órgãos de fiscalização identificaram movimentação financeira total de aproximadamente R$ 26 bilhões envolvendo as fintechs investigadas.

Segundo ele, também foram detectadas operações de lavagem de dinheiro com uso de criptoativos.

“Foi identificada uma movimentação de algo como R$ 1 bilhão em espécie para algumas dessas fintechs, dentro de uma movimentação total de 26 bilhões”, declarou.

O volume chamou atenção dos órgãos de inteligência financeira e ampliou o escopo das apurações.

Expansão do crime organizado preocupa autoridades

A Operação Fluxo Oculto é desdobramento da investigação Carbono Oculto, que revelou indícios de avanço do crime organizado sobre segmentos como combustíveis, meios de pagamento e investimentos.

Especialistas em segurança pública apontam que a infiltração em mercados estratégicos aumenta a capacidade financeira das facções e dificulta o rastreamento do dinheiro ilícito.

A investigação segue em andamento e novas medidas podem ser adotadas conforme o avanço das apurações.

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