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Brasil – A mulher presa por tortura a animais em SP é investigada pela Polícia Civil após ser acusada de produzir e comercializar vídeos com cenas de maus-tratos contra animais em plataformas digitais. O caso aconteceu na região da Bela Vista, no Centro de São Paulo, e ganhou repercussão pela gravidade das acusações e pelo suposto alcance internacional do conteúdo.
A suspeita foi identificada como Daiana Schuinsekel de Almeida e foi presa durante uma operação policial que apreendeu equipamentos eletrônicos e materiais que podem ajudar nas investigações.
Investigação começou após denúncia internacional
Segundo a Polícia Civil, o caso começou a ser investigado após denúncias encaminhadas por uma organização não governamental da Bulgária especializada em monitorar crimes de violência animal na internet.
A entidade enviou imagens e informações às autoridades brasileiras, que iniciaram o rastreamento da origem dos vídeos.
Os investigadores afirmam que a identificação ocorreu a partir de características físicas visíveis nas gravações, incluindo tatuagens e marcas corporais.
Vídeos eram vendidos para usuários estrangeiros
As investigações apontam que o material era comercializado principalmente para compradores localizados na Europa.
Os valores pagos pelos conteúdos variavam entre 20 e 50 euros, segundo a apuração policial.
Entre os animais que teriam sido vítimas dos maus-tratos estão coelhos, pintinhos e outros animais de pequeno porte.
A polícia agora busca entender o alcance da distribuição dos vídeos e identificar possíveis compradores e intermediários.
Material apreendido será periciado
Durante a operação, agentes apreenderam celulares, computadores e objetos supostamente utilizados na produção dos vídeos.
Segundo a investigação, a suspeita confessou ter produzido parte do conteúdo, mas alegou que as gravações seriam antigas.
Todo o material recolhido passará por perícia para determinar o período em que os vídeos foram produzidos, quantidade de arquivos existentes e eventual participação de outras pessoas.
Polícia apura possível rede internacional
O caso é investigado pela Delegacia de Crimes contra os Animais, ligada ao Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania.
Os investigadores não descartam a existência de uma rede internacional envolvida na compra e circulação desse tipo de conteúdo.
Também está sendo apurado se outras pessoas participaram da produção, divulgação ou monetização das gravações.
O que é zoosadismo e por que preocupa autoridades
Especialistas apontam que o chamado zoosadismo tem preocupado autoridades em diversos países devido ao crescimento da circulação desse tipo de conteúdo em grupos fechados e plataformas digitais.
Além da violência direta contra animais, investigações internacionais frequentemente analisam possíveis conexões entre redes organizadas e crimes praticados online.
As investigações continuam e novas medidas podem ser adotadas nos próximos dias.

