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Decisão judicial determinou intervenção em entidade de acolhimento em Uberaba; município assumiu gestão temporária do espaço enquanto investigação segue sob sigilo.
Uma investigação sobre possíveis irregularidades no atendimento de crianças e adolescentes em sofrimento psíquico resultou na intervenção judicial em uma instituição de acolhimento localizada no bairro Abadia, em Uberaba. A responsável pelo local foi presa suspeita de maus-tratos e encaminhada ao sistema prisional.
A decisão foi determinada pela Vara da Infância e da Juventude da Comarca de Uberaba, após apurações envolvendo a Associação Brasileira de Reabilitação e Alfabetização de Crianças Especiais (Abrace). O caso tramita em segredo de justiça.
Segundo informações da Polícia Civil, a ocorrência foi inicialmente atendida pela Polícia Militar no último domingo (25). A mulher apontada como responsável pela entidade foi conduzida à delegacia, prestou depoimento e acabou autuada, em princípio, pelo crime de maus-tratos.
Durante a ação, equipes do Conselho Tutelar acompanharam os procedimentos, enquanto a perícia técnica realizou levantamentos dentro da instituição para auxiliar nas investigações.
A decisão judicial também determinou o afastamento de pessoas ligadas à administração e à rotina da entidade, além da adoção de medidas emergenciais para garantir a proteção dos adolescentes acolhidos.
Sem vínculo direto com a instituição, o Município assumiu temporariamente a gestão do espaço para assegurar continuidade no atendimento aos internos. Equipes das áreas de saúde e assistência social passaram a atuar de forma conjunta no acompanhamento dos adolescentes.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, todos os acolhidos estão sendo reavaliados por especialistas do Caps Infantojuvenil. Três adolescentes seguem sob cuidados médicos.
Já a Secretaria de Desenvolvimento Social informou que acompanha a situação desde o início da intervenção e mantém suporte técnico e psicossocial aos jovens. A Guarda Civil Municipal também foi mobilizada para auxiliar na segurança das equipes envolvidas na operação.
Conforme a administração municipal, os municípios de origem dos adolescentes deverão ser comunicados para análise individual dos casos e possível retorno dos acolhidos às cidades de procedência, com acompanhamento da rede de proteção social.
As investigações continuam e novas medidas não estão descartadas pelas autoridades responsáveis pelo caso.
