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Reprodução Fernando Frazão/Agência Brasil
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Economia – A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,8% no trimestre encerrado em abril de 2026, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice apresentou alta de 0,4 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em janeiro, mas ficou abaixo do registrado no mesmo período do ano passado.

Apesar do avanço trimestral, o resultado mantém o mercado de trabalho brasileiro em patamares historicamente baixos de desocupação e reforça sinais de sustentação na geração de renda e emprego.

O que mostram os dados do desemprego em abril?

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), cerca de 6,3 milhões de brasileiros estavam procurando emprego e não encontravam trabalho no trimestre encerrado em abril.

Esse número representa:

  • aumento de 471 mil pessoas em relação ao trimestre encerrado em março;
  • crescimento de 8% frente ao trimestre entre novembro de 2025 e janeiro de 2026;
  • queda de 11,3% na comparação anual.

No mesmo período de 2025, a taxa de desemprego era de 6,6%.

Mercado de trabalho mostra desaceleração sazonal

O IBGE atribui parte da alta trimestral ao comportamento sazonal do mercado de trabalho.

Segundo a coordenadora de pesquisas domiciliares do instituto, setores que costumam contratar mais no fim do ano, como comércio e serviços pessoais, reduziram vagas após o período de maior atividade econômica.

A população ocupada chegou a 102,3 milhões de pessoas.

Embora tenha ocorrido redução de 338 mil ocupados em relação ao trimestre anterior, o contingente ainda está acima do observado há um ano, com crescimento de aproximadamente 1,07 milhão de trabalhadores.

Informalidade e renda permanecem em destaque

A taxa de informalidade ficou em 37,2% da população ocupada, equivalente a 38,1 milhões de trabalhadores.

O percentual ficou levemente abaixo dos níveis observados nos trimestres anteriores.

Outro indicador que permaneceu em evidência foi a renda média do trabalhador.

O rendimento real habitual atingiu R$ 3.732, mantendo o maior patamar da série histórica.

Subutilização segue estável

A taxa composta de subutilização, indicador que considera desempregados, subocupados e força de trabalho potencial, ficou em 13,8%.

A população subutilizada foi estimada em 15,7 milhões de pessoas.

Embora estável no trimestre, o indicador apresentou melhora em relação ao ano anterior, com redução de cerca de 2 milhões de pessoas.

O que os números indicam?

Especialistas costumam observar o mercado de trabalho por diferentes perspectivas.

Enquanto a alta trimestral do desemprego pode indicar desaceleração pontual após contratações sazonais, a comparação anual mostra continuidade na recuperação dos indicadores de emprego.

O próprio IBGE destaca que o nível de ocupação segue elevado em relação aos padrões históricos, sugerindo manutenção da capacidade de geração de trabalho e renda mesmo após oscilações típicas do início do ano.

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