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Irã envia proposta aos EUA
Imagem gerada por inteligência artificial
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Mundo – O Irã enviou uma proposta revisada aos Estados Unidos para tentar encerrar o conflito no Oriente Médio, segundo fontes ouvidas pela Reuters nesta segunda-feira (18). O documento foi encaminhado com mediação do Paquistão em meio ao impasse nas negociações diplomáticas.

De acordo com uma fonte paquistanesa, o cenário é considerado delicado e o tempo para um entendimento estaria se esgotando.

“Não temos muito tempo”, afirmou a fonte à Reuters, destacando que os dois lados continuam alterando exigências durante as negociações.

Trump rejeita proposta anterior do Irã

O presidente Donald Trump afirmou que a última proposta apresentada por Teerã era “totalmente inaceitável”.

A declaração foi feita na rede Truth Social após o republicano analisar o documento enviado anteriormente pelo governo iraniano.

Segundo informações divulgadas por fontes ligadas à imprensa estatal iraniana, a proposta rejeitada exigia:

  • encerramento total da guerra;
  • garantia contra novos ataques ao Irã;
  • suspensão temporária de sanções ligadas à exportação de petróleo;
  • fim do bloqueio naval após acordo inicial;
  • reconhecimento da soberania iraniana sobre o Estreito de Ormuz;
  • indenização pelos danos causados durante o conflito.

Estreito de Ormuz aumenta tensão internacional

A nova rodada de negociações ocorre em meio ao aumento das ameaças envolvendo o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta para o transporte de petróleo.

O porta-voz do Exército iraniano, brigadeiro-general Amir Akraminia, afirmou que países que apoiarem sanções contra Teerã poderão enfrentar dificuldades na região.

Segundo ele, embarcações de países alinhados aos Estados Unidos podem sofrer restrições ao atravessar o estreito.

O alerta elevou preocupações internacionais sobre impactos no comércio global de petróleo e no abastecimento energético mundial.

Guerra no Oriente Médio começou após ataques em Teerã

O atual conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã começou em 28 de fevereiro, após ataques coordenados contra alvos em Teerã.

Autoridades iranianas de alto escalão morreram durante as ofensivas, além de instalações militares e sistemas de defesa aérea terem sido atingidos, segundo informações divulgadas por Washington.

Em resposta, o Irã realizou ataques contra interesses americanos e israelenses em países do Oriente Médio, incluindo Catar, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Jordânia, Kuwait, Iraque e Omã.

Conflito já deixou milhares de mortos

Segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, sediada nos Estados Unidos, mais de 1.900 civis morreram no Irã desde o início da guerra.

A Casa Branca informou ainda que ao menos 13 militares americanos morreram em ações relacionadas aos ataques iranianos.

O conflito também se espalhou para o Líbano. O Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, intensificou ataques contra Israel após a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, segundo informações divulgadas por autoridades da região.

Desde então, ofensivas israelenses em território libanês deixaram mais de 2.800 mortos.

Negociações seguem sem avanço concreto

Apesar da nova proposta enviada por Teerã, diplomatas e analistas internacionais avaliam que as negociações continuam travadas diante das divergências sobre sanções, garantias militares e controle estratégico do Estreito de Ormuz.

A mediação do Paquistão tem sido considerada uma das principais tentativas de aproximação entre os dois países nas últimas semanas.

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