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cruzeiro com hantavírus
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Mundo – O navio de cruzeiro MV Hondius, epicentro de um surto de hantavírus, chegou nesta segunda-feira (18) ao porto de Roterdã, na Holanda, onde passará por um processo de desinfecção e controle sanitário.

As autoridades holandesas prepararam medidas de quarentena para os 23 tripulantes e dois profissionais de saúde que seguem a bordo da embarcação após o desembarque dos passageiros nas Ilhas Canárias.

O caso vem sendo acompanhado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e por autoridades sanitárias europeias devido ao risco de disseminação internacional da doença.

Surto de hantavírus começou durante viagem internacional

O MV Hondius, operado pela empresa Oceanwide Expeditions, transportava cerca de 150 passageiros e tripulantes de 23 nacionalidades quando os primeiros casos de doença respiratória grave foram comunicados à OMS no início de maio.

Desde o começo do surto, três pessoas morreram: um casal holandês e um cidadão alemão.

Inicialmente, o navio deveria encerrar a viagem em Cabo Verde, mas acabou impedido de desembarcar passageiros devido às restrições sanitárias impostas pelas autoridades locais.

Após negociações internacionais, a Espanha coordenou a retirada dos passageiros nas Ilhas Canárias, permitindo que a embarcação seguisse para Roterdã com equipe reduzida e apoio médico adicional.

Quarentena pode durar até 42 dias

Segundo autoridades portuárias holandesas, estruturas de isolamento foram preparadas para receber alguns tripulantes estrangeiros após a chegada do navio.

Ainda não está definido se todos permanecerão em quarentena durante os 42 dias recomendados pela OMS para contatos de alto risco.

O próprio navio passará por uma ampla operação de desinfecção antes de qualquer nova atividade.

O que é o hantavírus?

O hantavírus é uma infecção transmitida principalmente pelo contato com roedores contaminados, especialmente por meio da urina, fezes ou saliva dos animais.

Em situações raras, algumas variantes do vírus podem ser transmitidas entre pessoas após contato próximo e prolongado.

O atual surto envolve o chamado vírus dos Andes, cepa conhecida por circular há décadas em regiões da Argentina e do Chile.

OMS monitora casos em vários países

Pessoas que estiveram a bordo do cruzeiro ou tiveram contato próximo com passageiros e tripulantes estão sendo monitoradas em diversos países.

Segundo a OMS, até 15 de maio haviam sido registrados 10 casos relacionados ao surto, sendo oito confirmados e dois considerados prováveis.

Na última atualização, um caso suspeito nos Estados Unidos foi descartado após resultado negativo.

O Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças informou que análises laboratoriais não identificaram mutações relevantes no vírus encontrado na embarcação.

Autoridades reforçam alerta sanitário

Especialistas em saúde acompanham o caso com atenção devido ao potencial de transmissão internacional em ambientes fechados, como navios de cruzeiro.

A OMS recomenda que contatos considerados de baixo risco façam automonitoramento dos sintomas e procurem atendimento médico imediato caso apresentem febre, dificuldade respiratória ou sinais gripais.

O episódio também reacendeu debates sobre protocolos sanitários em viagens marítimas internacionais e preparação para surtos infecciosos em grandes embarcações turísticas.

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