EUA realizam exercícios militares com drones perto de Cuba
Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial
Getting your Trinity Audio player ready...

Mundo – Os Estados Unidos iniciaram exercícios militares com sistemas autônomos e não tripulados a cerca de 150 km de Cuba, em meio ao aumento das tensões entre os dois países. As operações ocorrem em Key West e envolvem tecnologias avançadas de vigilância e combate.

Treinamento envolve tecnologia de guerra autônoma

De acordo com o Comando Sul dos Estados Unidos, o objetivo dos exercícios é testar o uso de sistemas autônomos, semi-autônomos e não tripulados em diferentes cenários operacionais.

Imagens divulgadas mostram equipamentos como drones de longa duração, capazes de permanecer no ar por até 10 dias sem reabastecimento, além de embarcações não tripuladas de alta velocidade. Esses sistemas são usados em missões de inteligência, reconhecimento e vigilância.

Cuba reage com demonstração militar

Paralelamente, autoridades cubanas divulgaram imagens de mísseis de defesa antiaérea nas redes sociais. Segundo o governo da ilha, esses equipamentos são capazes de atuar em diferentes altitudes e condições climáticas, reforçando a capacidade defensiva do país.

A movimentação acontece em um cenário de crescente tensão regional, com trocas de demonstrações militares e discursos mais duros entre os dois lados.

Nova estratégia militar dos EUA

Os exercícios também fazem parte de uma estratégia mais ampla anunciada recentemente pelos Estados Unidos, que inclui a criação de um comando específico voltado à guerra autônoma.

Segundo o general Francis L. Donovan, a iniciativa busca ampliar a atuação militar “do fundo do mar ao espaço e ao domínio cibernético”, utilizando tecnologia de ponta para garantir vantagem estratégica.

Contexto de tensão crescente

As manobras ocorrem em um momento de forte pressão do governo de Donald Trump sobre Cuba. Nos últimos meses, os Estados Unidos intensificaram medidas contra a ilha, incluindo restrições econômicas e declarações mais agressivas sobre o regime cubano.

Especialistas apontam que a combinação de exercícios militares, sanções e declarações políticas contribui para aumentar a instabilidade na região do Caribe.

Objetivos vão além do confronto militar

Segundo o Comando Sul, os sistemas testados também podem ser usados em outras frentes, como combate ao narcotráfico, atuação em crises humanitárias e resposta a desastres naturais.

A estratégia envolve ainda cooperação com países aliados da região, buscando ampliar a presença e a influência dos Estados Unidos na América Latina e no Caribe.

Publicidade

Destaques ISN

Relacionadas

Menu