Foto: Isaías Rheinheimer/ GES-Especial
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Um canil com mais de 220 animais entre cães e gatos foi interditado pela Polícia Civil em Dois Irmãos, na Região Metropolitana de Porto Alegre, após denúncias de maus-tratos e irregularidades graves. A operação foi realizada na quarta-feira (22) e resultou na prisão em flagrante de um homem e uma mulher apontados como responsáveis pelo estabelecimento. Segundo a polícia, ambos já haviam sido presos anteriormente pelo mesmo crime, mas receberam liberdade provisória no dia seguinte por decisão judicial.

No local, os agentes encontraram cerca de 170 cães e mais de 50 gatos, incluindo raças de alto valor comercial, como Spitz Alemão e Cavalier King Charles Spaniel, vendidos entre R$ 5 mil e R$ 15 mil.

Durante a vistoria, médicos-veterinários constataram animais com diarreia, sarna, dermatites alérgicas, desnutrição e debilidade física. Também foram identificados sinais de superlotação, mistura de espécies no mesmo espaço, falta de limpeza, ausência de controle sanitário e inexistência de acompanhamento veterinário regular.

A fiscalização apontou ainda problemas estruturais, como falta de piso impermeável e sistema adequado de drenagem, além da inexistência de separação dos animais por idade, espécie e condição fisiológica.

No setor reprodutivo, o canil não possuía registros obrigatórios sobre ciclos de cio, coberturas, número de gestações por fêmea, idade dos animais ou intervalo entre prenhezes, contrariando a legislação. Fêmeas prenhas eram mantidas em ambientes inadequados e filhotes não tinham comprovação vacinal, monitoramento de peso ou permanência mínima com as mães.

Em nova inspeção, agentes localizaram gatos mortos congelados dentro de um freezer, fato que agravou a investigação.

Nesta sexta-feira (24), os animais começaram a ser retirados do imóvel e encaminhados para uma organização não governamental responsável pela triagem emergencial. Os resgatados passarão por exames clínicos, tratamento veterinário, recuperação física e, posteriormente, processo de adoção responsável.

Em nota, o delegado Felipe Borba afirmou que o caso revela “elevada reprovabilidade social”, destacando que os animais eram submetidos a sofrimento em um contexto de exploração econômica.

A Vigilância Sanitária determinou a interdição total do estabelecimento.

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