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Número em três meses supera em mais de 17 vezes total de 2025
Juiz de Fora registrou 615 casos confirmados de hepatite A entre janeiro e março de 2026, segundo dados da Secretaria de Saúde. O avanço da doença ao longo do trimestre acendeu um alerta entre autoridades e especialistas.
Os números mostram crescimento expressivo mês a mês: foram 58 casos em janeiro, 141 em fevereiro e 416 em março, o maior volume do período. Em apenas três meses, o total já ultrapassa em mais de 17 vezes os 36 registros contabilizados durante todo o ano de 2025.
De acordo com a Prefeitura, o aumento acompanha uma tendência nacional, mas fatores locais também podem ter contribuído para a escalada. Entre eles estão as chuvas intensas e alagamentos registrados na cidade, que elevam o risco de contato com água contaminada, além de questões relacionadas ao saneamento e à baixa cobertura vacinal.
A Subsecretaria de Vigilância em Saúde informou que realiza monitoramento contínuo dos casos, com ações como testagem, inspeções sanitárias e acompanhamento dos pacientes. A estratégia inclui o reforço da vacinação e de medidas preventivas para conter o avanço da doença.
Transmitida principalmente pela via fecal-oral, a hepatite A está associada ao consumo de água ou alimentos contaminados e à falta de higiene adequada. Especialistas alertam que, nos primeiros dias, os sintomas podem ser inespecíficos, como febre, cansaço, dores no corpo e náuseas, o que pode dificultar o diagnóstico inicial.
Com a evolução do quadro, podem surgir sinais mais característicos, como urina escura, fezes claras e pele amarelada. A orientação é procurar atendimento médico ao perceber os sintomas e evitar a automedicação.
A vacinação segue como uma das principais formas de prevenção, sendo recomendada para crianças e grupos de risco. Além disso, medidas como higienização das mãos, consumo de água tratada e cuidados com alimentos são fundamentais para reduzir a transmissão.
