|
Getting your Trinity Audio player ready...
|
Profissionais da Band Minas morreram após acidente em trecho considerado um dos mais perigosos do estado; caso volta a expor riscos enfrentados por quem trabalha nas ruas.
Um acidente grave na BR-381, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, terminou com a morte da repórter Alice Ribeiro, de 35 anos, e do cinegrafista Rodrigo Lapa. Os dois profissionais retornavam de uma cobertura quando o veículo em que estavam se envolveu em uma colisão frontal, na altura de Sabará.
De acordo com informações apuradas, o carro da equipe teria invadido a contramão e atingido um caminhão. Há indícios de que o motorista possa ter passado mal ou cochilado ao volante. O caminhoneiro ainda tentou evitar o impacto, desviando para o acostamento, mas não conseguiu impedir a batida.
O acidente ocorreu em um dos trechos mais críticos da rodovia, entre os quilômetros 430 e 440, conhecido pelo alto número de ocorrências. Dados recentes apontam milhares de acidentes registrados nos últimos anos, com centenas de mortes, o que mantém a BR-381 entre as estradas mais perigosas de Minas Gerais.
A tragédia ganha ainda mais peso pelo contexto em que aconteceu. A equipe estava justamente acompanhando ações voltadas à melhoria da rodovia, incluindo o anúncio de novas intervenções estruturais em trechos próximos, com foco na segurança viária.
Além do impacto entre colegas de profissão e no meio jornalístico, a morte dos dois profissionais também evidenciou os riscos enfrentados diariamente por equipes de reportagem, que percorrem longas distâncias para levar informação à população.
Em meio à dor, a família da repórter tomou a decisão de autorizar a doação de órgãos. O gesto possibilitou que diferentes pacientes fossem beneficiados com transplantes, transformando a perda em uma oportunidade de salvar vidas.
O caso reforça o histórico preocupante da BR-381 e reacende o debate sobre a necessidade de melhorias urgentes na rodovia, frequentemente associada a acidentes graves.

