Foto: Reprodução/Internet
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Ministros acompanharam voto de Alexandre de Moraes, que apontou atuação como financiadores e instigadores

 

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu condenar três empresários a 14 anos de prisão por envolvimento no financiamento dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. Entre eles está Alcides Hahn, que realizou uma transferência de R$ 500 via Pix para auxiliar na viagem de manifestantes.

A decisão foi unânime na Primeira Turma da Corte e seguiu o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes, que apontou a participação dos réus como parte de uma estrutura de apoio às ações. O cumprimento da pena foi fixado inicialmente em regime fechado.

Além de Hahn, também foram condenados Rene Afonso Mahnke, que contribuiu com R$ 1.000, e Vilamir Valmor Romanoski, responsável por um repasse de R$ 10 mil. Para os ministros, os três atuaram diretamente no suporte financeiro que possibilitou o deslocamento de participantes até a capital federal.

Segundo o relator, os acusados agiram de forma consciente ao colaborar com a mobilização que resultou nos ataques às sedes dos Três Poderes. Moraes destacou ainda que o grupo se associou a outras pessoas com o objetivo de contestar o resultado das eleições de 2022 por meio de ações ilegais.

As investigações da Polícia Federal indicaram que os valores enviados pelos empresários foram utilizados para fretar um ônibus que partiu de Blumenau (SC) no dia 5 de janeiro, levando 41 passageiros a Brasília. Parte dos ocupantes, de acordo com o relatório, participou diretamente das invasões e atos de depredação registrados no Congresso Nacional, no STF e no Palácio do Planalto.

A decisão reforça o posicionamento do Supremo de ampliar a responsabilização para além dos executores dos atos, alcançando também aqueles que contribuíram para sua organização e viabilização.

O STF condenou três empresários a 14 anos de prisão por financiar a ida de manifestantes aos atos de 8 de janeiro. A Corte entendeu que os repasses ajudaram a custear a logística que levou participantes às invasões em Brasília.

A decisão foi unânime e determina início da pena em regime fechado.

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