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Motociclistas de aplicativos de entrega bloquearam importantes vias da Zona Sul de São Paulo na manhã desta quarta-feira (25), incluindo a Avenida das Nações Unidas, na Marginal Pinheiros, próximo à Ponte Estaiada. O protesto também ocorreu em Osasco e faz parte do movimento nacional “Breque Geral dos Apps”. A categoria reivindica aumento nas taxas pagas pelas plataformas e questiona novas exigências para atuação profissional.
De acordo com a Polícia Militar, cerca de 150 pessoas participaram da manifestação na capital paulista por volta das 11h, no sentido Castello Branco. Já em Osasco, aproximadamente 200 motociclistas também interditaram vias como forma de pressão.
Os entregadores criticam os valores pagos por corrida, considerados insuficientes diante das distâncias percorridas. Segundo os manifestantes, há casos de entregas de até seis quilômetros sendo remuneradas pelo valor mínimo — cerca de R$ 7 para bicicletas e R$ 7,50 para motos — sem acréscimos por fatores como distância adicional, horário ou condições adversas.
Entre as reivindicações, está o pagamento integral pelas entregas realizadas, além do repasse correto das taxas cobradas pelos aplicativos. A categoria também pede a criação de uma taxa de espera equivalente a 10% do valor da corrida.
Outro ponto de insatisfação é a exigência de um curso obrigatório para motociclistas profissionais, determinada pelo Detran-SP. Os trabalhadores alegam que não houve prazo suficiente para adaptação à regra, que passou a ser fiscalizada com maior rigor neste ano, embora já estivesse prevista em legislação anterior.
O movimento também se posiciona contra o projeto de lei 152, conhecido como “PL dos Apps”, que está em tramitação no Congresso Nacional e deverá ser analisado na Câmara dos Deputados. Os manifestantes defendem mudanças na proposta e maior participação da categoria nas decisões que impactam o setor.
A paralisação desta quarta-feira integra uma mobilização nacional e pode ter novos desdobramentos, caso as demandas dos trabalhadores não sejam atendidas.


