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Um homem de 33 anos foi preso em flagrante suspeito de produzir e vender conteúdos sexuais envolvendo a própria filha, de seis anos, em Iguape, no litoral de São Paulo. A prisão ocorreu na sexta-feira (13), após a Polícia Civil encontrar indícios do crime no celular do investigado. O caso também resultou na prisão de um advogado suspeito de comprar o material.
Segundo a Polícia Civil, agentes do 1º Distrito Policial (DP) cumpriram mandado de busca e apreensão na casa do suspeito, no bairro Rocio, onde apreenderam o celular. A análise do aparelho revelou mensagens que indicam um possível esquema de exploração, incluindo negociações e menções à obtenção de vantagem financeira com o material.
Entre as conversas encontradas, os investigadores identificaram a participação de outro homem, apontado como responsável por realizar pagamentos em troca de vídeos com cenas ilícitas envolvendo a criança.
Diante das evidências, o pai da vítima foi preso em flagrante e encaminhado ao sistema penitenciário. Ele é investigado por crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e no Código Penal, como exploração sexual de vulnerável e produção e compartilhamento de material envolvendo menores.
Se entregou
O segundo suspeito, o advogado Leonardo Augusto Barduco, de 27 anos, se entregou à polícia na noite de domingo (15), em Pariquera-Açu (SP), após saber da existência de um mandado de prisão temporária contra ele. No dia anterior, ele havia fugido ao perceber a chegada de policiais militares em sua residência, em Iguape.
De acordo com o boletim de ocorrência, Barduco mantinha contato com o pai da menina por meio de aplicativo de mensagens, onde comprava fotos e vídeos da criança. Nas conversas, ele chegou a afirmar que tinha “vontade demais” da vítima e manifestou interesse em manter relações sexuais com a criança.
O caso foi registrado como exploração de vulnerável, produção e compartilhamento de material envolvendo crianças e favorecimento da prostituição. A Polícia Civil não divulgou informações sobre a guarda da criança após as prisões.
As investigações seguem em andamento pelo 1º DP de Iguape, que busca identificar outros possíveis envolvidos no esquema.


