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Cidades da Baixada Santista amanheceram com lixo espalhado em diversas vias nesta segunda-feira (16) devido à greve de trabalhadores...
Créditos: Marcelo Ricky
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Cidades da Baixada Santista amanheceram com lixo espalhado em diversas vias nesta segunda-feira (16) devido à greve de trabalhadores da limpeza urbana. A paralisação atinge seis municípios da região: Santos, São Vicente, Praia Grande, Guarujá, Cubatão e Bertioga.

A situação se tornou mais visível em áreas turísticas, que receberam grande fluxo de visitantes durante o fim de semana de sol e calor. Com a interrupção dos serviços, resíduos ficaram acumulados em diferentes pontos das cidades.

Segundo o Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio, Conservação, Limpeza Urbana e Áreas Verdes da Baixada Santista (Siemaco), o principal motivo da paralisação é o impasse envolvendo os valores pagos aos trabalhadores no Programa de Participação nos Resultados (PPR) e na Participação nos Lucros e Resultados (PLR), referentes ao ano-base de 2025.

De acordo com o sindicato, cerca de seis mil trabalhadores participaram do movimento. A paralisação foi confirmada após assembleia realizada na última sexta-feira (13).

O presidente do Siemaco, André Domingues de Lima, afirmou que os trabalhadores receberam valores muito diferentes e sem explicação sobre os critérios utilizados. Segundo ele, houve casos de pagamentos de R$ 30, R$ 50 ou R$ 100, sem que os funcionários tivessem acesso aos cálculos utilizados pela empresa.

“A empresa não mandou até agora os cálculos de quanto o trabalhador tem que receber. Teve trabalhador que recebeu 50 reais, teve trabalhador que recebeu 30, teve trabalhador que recebeu 100 e a gente não sabe a porcentagem”, afirmou o dirigente sindical.

A empresa Terracom Construções, responsável por serviços de limpeza urbana em cidades da região por meio das empresas Terracom, Terra Santos Ambiental e PG Eco Ambiental, entrou na Justiça com um pedido de tutela antecipada para tentar impedir a paralisação. No entanto, segundo informações divulgadas pela imprensa regional, o pedido foi negado.

Os trabalhadores devem realizar uma nova assembleia às 5h desta terça-feira (17) nas garagens onde ficam os caminhões de coleta. Nesta segunda-feira, os funcionários foram dispensados por volta do meio-dia.

Prefeituras acompanham situação

As administrações municipais informaram que acompanham o movimento e cobram a normalização dos serviços, considerados essenciais.

A Prefeitura de São Vicente afirmou que está monitorando a paralisação envolvendo trabalhadores da empresa Terracom, responsável pela coleta no município, e orientou a população a manter temporariamente o lixo doméstico em casa até a retomada do serviço. O município também pediu que moradores informem pelos canais oficiais os locais onde a coleta não está sendo realizada.

Em Bertioga, a prefeitura informou que foi surpreendida pela paralisação dos serviços da empresa responsável pela coleta e transporte de resíduos sólidos. A Secretaria de Serviços Urbanos notificou formalmente a empresa e destacou que os pagamentos do contrato estão em dia, solicitando providências imediatas para a normalização das atividades.

A Prefeitura de Santos informou que os serviços de coleta e limpeza urbana são realizados pela empresa Terra Santos, responsável pela relação trabalhista com os funcionários. Segundo o município, não há atrasos nos pagamentos feitos pela administração e a situação segue sendo acompanhada.

Já a Prefeitura de Cubatão afirmou que aguarda a resolução do impasse o mais rápido possível.

As prefeituras de Guarujá, Praia Grande e Peruíbe não responderam até o momento desta publicação.

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