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Erika Hilton usa termo “pessoas que gestam” e reacende debate após crítica de neurocientista
Foto reprodução
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A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) utilizou o termo “pessoas que gestam” durante um debate na Câmara dos Deputados em abril de 2024. A expressão foi empregada no contexto de discussões sobre aborto legal no Brasil e gerou repercussão nas redes sociais, com apoio de grupos ligados aos direitos reprodutivos e críticas de parte da comunidade científica e de usuários da internet.
Durante sua manifestação, Erika Hilton mencionou “mulheres, meninas e pessoas que gestam” ao se referir aos indivíduos que poderiam ser impactados por uma resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) relacionada ao aborto legal após a 22ª semana de gestação. O uso da expressão busca ampliar a referência tradicional às mulheres, incluindo pessoas que possuem útero e podem engravidar, mesmo que não se identifiquem como mulheres.
Segundo organizações voltadas aos direitos reprodutivos e da população trans, a terminologia busca tornar o debate mais inclusivo. O termo é utilizado para incluir homens trans, pessoas transmasculinas, algumas pessoas intersexo e indivíduos não binários que possuem útero e, portanto, têm capacidade de gestação.

Críticas e posicionamento de neurocientista

A fala da deputada também gerou reações críticas. Entre elas está a da neurocientista Cláudia Feitosa Santana, mestre e doutora na área, que publicou um vídeo comentando o debate.
No material divulgado nas redes sociais, a cientista afirma que, do ponto de vista biológico, a definição de mulher está ligada ao sexo feminino. “Para ser mulher, é preciso ser uma fêmea humana. Se é criança, é uma menina. Se é adulta, ou seja, depois da primeira menstruação, é mulher”, declarou.
Cláudia Feitosa Santana também afirmou que, segundo sua visão científica, não existe uma nova teoria que altere a definição biológica de sexo no reino animal. Em sua fala, ela critica o que chama de “ideologia” associada ao debate de identidade de gênero e afirma que pessoas que passam por transição de gênero precisam de acolhimento e cuidado.

Debate público

A discussão sobre o termo “pessoas que gestam” reflete um debate mais amplo sobre linguagem inclusiva, identidade de gênero e políticas públicas relacionadas à saúde reprodutiva.
Enquanto defensores da expressão afirmam que ela amplia a inclusão e visibilidade de diferentes identidades de gênero, críticos argumentam que a terminologia pode gerar confusão ou discordam da mudança linguística.
O tema continua gerando repercussão no meio político, acadêmico e nas redes sociais, evidenciando a polarização em torno das discussões sobre gênero, ciência e direitos reprodutivos no Brasil.

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