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O apresentador de televisão Ratinho tornou-se alvo de críticas e de medidas judiciais após declarações feitas sobre a deputada federal Erika Hilton durante a exibição do Programa do Ratinho, no SBT. A parlamentar afirma que as falas configuram transfobia e solicitou providências ao Ministério Público.
A controvérsia começou na edição exibida na noite de 11 de março, quando o apresentador Ratinho comentou a escolha de Hilton para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. Durante o programa, ele afirmou que a deputada “não é uma mulher” e declarou que, em sua opinião, o cargo deveria ser ocupado por “uma mulher de verdade”.
As declarações repercutiram rapidamente nas redes sociais e no meio político, gerando acusações de discurso transfóbico e mobilizando parlamentares e organizações da sociedade civil.
Posicionamento do apresentador e Nota do SBT
Diante da repercussão, o SBT divulgou uma nota oficial afirmando repudiar qualquer forma de preconceito ou discriminação. A emissora declarou ainda que as falas do apresentador não representam a posição institucional do canal e informou que o caso está sendo analisado internamente. A assessoria do apresentador garante que ele não irá se pronunciar publicamente.
Ações judiciais e pedido de suspensão do programa
Após a repercussão do episódio, Erika Hilton anunciou que ingressou com medidas judiciais contra o apresentador. Entre as iniciativas está uma representação no Ministério Público e uma ação por danos morais, na qual pede indenização de R$ 10 milhões.
Segundo a deputada, os recursos solicitados na ação seriam destinados ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos, com o objetivo de financiar projetos e organizações que atuam na defesa de mulheres trans, travestis e também de mulheres cisgênero vítimas de violência de gênero.
Além disso, a parlamentar solicitou ao Ministério das Comunicações a suspensão do programa apresentado por Ratinho por 30 dias. De acordo com Hilton, a medida seria necessária diante do que classificou como discurso discriminatório transmitido em rede nacional.
Outros políticos também reagiram ao episódio. A deputada federal Duda Salabert, também mulher trans, informou ter acionado o Ministério Público contra o apresentador após as declarações feitas na televisão, classificadas por ela como transfobia em rede nacional.


